Na década de 1890, durante o reinado do czar Alexandre III, foi imposto um decreto que exigia a elaboração de uma lista detalhada de cidadãos judeus na Rússia. Essa medida fez parte de uma política de perseguição e segregação, agravando as tensões étnicas no país.
Contexto da política czarista contra os judeus
O governo russo, sob influência do antissemitismo oficial, implementou várias ações discriminatórias, incluindo restrições de residência, empregos e participação na vida pública. A criação da lista de judeus foi uma estratégia para monitorar e controlar a população judaica, relacionando-se às políticas de exclusão racial.
Segundo registros históricos, essa lista continha nomes, endereços e detalhes pessoais de milhares de judeus, destinados a facilitar a vigilância e eventuais expulsões ou repressões. A medida foi uma resposta a ondas de violência anti-judaica e a rumores de conspirações, muitas vezes infundados, contra o regime czarista.
Consequências e impacto na comunidade judaica
A lista, conhecida como “Khuzhong”, teve efeitos duradouros na vida dos judeus russos, contribuindo para o aumento da insegurança e do sofrimento social. Muitos enfrentaram dificuldades para obter documentos, realizar negócios ou residir em determinados locais, reforçando a segregação urbana.
De acordo com estudiosos, essa política fomentou a perseguição institucionalizada, possibilitando ações de expulsão, prisão e até assassinatos em massa, especialmente durante os pogroms do final do século XIX e início do século XX. A criação da lista também alimentou a diáspora judaica para o exterior, especialmente para os Estados Unidos e países da Europa.
Reflexões atuais sobre o episódio
Especialistas destacam que a elaboração da lista de 1890 reflete um momento sombrio da história russa, marcado por racismo institucionalizado. Reconhecer esses episódios é fundamental para compreender as raízes de preconceitos ainda presentes na sociedade moderna.
O historiador Dr. Alexei Petrov comentou: “Esse tipo de ação estatal revela o quanto o regime czarista via os judeus como uma ameaça, reforçando uma narrativa de exclusão que perdurou por décadas”.
Legado e lições para o presente
Hoje, esse episódio serve como lembrança de que políticas de segregação e repressão têm consequências duradouras para as comunidades atingidas. O reconhecimento dessas injustiças é uma etapa importante para promover a reconciliação e o combate ao discurso de ódio.
Instituições russas e organizações internacionais continuam a monitorar o legado dessas ações, promovendo estudos e debates para evitar a repetição de episódios discriminatórios.

