Nesta terça-feira (13), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) fez declarações contundentes sobre as condições de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que atualmente cumpre pena na superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. Ele revelou que o ex-presidente está sendo fornecido com “protetores auriculares” devido ao “ruído enlouquecedor intenso” causado pelo ar-condicionado do local. Carlos apontou que, ao invés de resolver o problema básico que é a falha do aparelho, a PF se limitou a oferecer “supostas medidas” para atenuar o desconforto auditivo enfrentado por Bolsonaro.
Tensão nas redes sociais sobre as condições de detenção
Carlos afirmou em uma nota publicada nas redes sociais que a situação demonstra o conhecimento da PF sobre as irregularidades presentes nas condições de detenção do ex-presidente. “O fato, por si só, evidencia que os responsáveis têm plena ciência de mais essa irregularidade, mantendo a condição adversa e transferindo ao custodiado o ônus de suportá-la”, afirmou Carlos, ressaltando a falta de ação efetiva por parte da corporação.
Tratamento degradante para um ex-presidente
“Ruído constante, privação de descanso e ambiente hostil configuram tratamento degradante, especialmente quando impostos a alguém com quadro de saúde sensível, agravando riscos físicos e psicológicos de forma desnecessária e injustificável”, completou o ex-vereador.
A defesa do ex-presidente já havia manifestado preocupações semelhantes há duas semanas. Eles se queixaram do ruído gerado pelo equipamento do ar-condicionado instalado próximo à sala em que Jair Bolsonaro está detido. A solicitação foi feita ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que houvesse uma modificação no espaço para garantir uma forma de isolamento acústico.
Implicações legais e o papel da PF
A defesa argumenta que as condições em que Jair Bolsonaro se encontra vão além do mero desconforto, configurando uma contínua perturbação à sua saúde e integridade. Essa situação tem gerado um clima de tensão, não apenas para o ex-presidente, mas também entre seus apoiadores e críticos, levantando questões sobre os direitos dos presos em unidades federais.
Por sua vez, a Polícia Federal se posicionou quanto às queixas, afirmando ao STF que não há “viabilidade no curto prazo” para reduzir os ruídos do ar-condicionado. A PF alegou que a sala destinada a Bolsonaro está ao lado da área técnica responsável pela climatização do edifício, e que não existem outras salas disponíveis que poderiam ser utilizadas para abrigar o ex-presidente durante seu cumprimento de pena.
O ofício enviado ao STF detalhou que devido à proximidade com as áreas técnicas, é impossível eliminar ou reduzir significativamente o nível de ruído por meio de soluções simples. A PF ainda explicou que qualquer intervenção que vise reduzir o barulho exigiria ações complexas de infraestrutura, além da paralisação total do sistema de climatização, o que prejudicaria a continuidade dos trabalhos da corporação.
A próxima etapa no cenário jurídico
Com a defesa insistindo nas queixas e a PF alegando a impossibilidade de resolver o problema em curto prazo, resta saber qual será a próxima etapa no cenário jurídico envolvendo Jair Bolsonaro. A situação levanta debate sobre a ética e a responsabilidade das instituições prisionais em assegurar condições dignas e justas para todos os detentos, independentemente de seu passado político.
À medida que as conversas sobre a condição de Jair Bolsonaro continuam, especialistas em direito penal e direitos humanos observam de perto, à espera de uma resposta definitiva das autoridades judiciais sobre se medidas serão tomadas para melhorar as condições de detenção, e o impacto disso sobre o ex-presidente e sua saúde.
A situação, portanto, permanece em destaque nas discussões públicas e políticas do Brasil, refletindo a complexidade do sistema penitenciário nacional e as nuances relacionadas ao tratamento de figuras políticas detidas.


