O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) anunciou nesta quinta-feira (13) a abertura de um inquérito contra a Meta, antiga Facebook, por suposto bloqueio de IAs de terceiros no WhatsApp. A medida visa averiguar se a empresa dificultou a entrada de novas soluções de inteligência artificial na plataforma de mensagens.
Concorrência e inovação sob investigação
Segundo o porta-voz do Cade, a lógica de atuação da Meta estaria baseada na ideia de que o WhatsApp funcionaria como uma loja de aplicativos, o que, na visão dele, não seria o canal adequado para o acesso de novas empresas de IA. “Essa lógica parte do pressuposto de que o WhatsApp seria, de alguma forma, uma loja de aplicativos. O canal adequado para a entrada dessas empresas de IA no mercado são as próprias lojas de aplicativos, seus sites e parcerias na indústria, e não a plataforma do WhatsApp Business”, afirmou o porta-voz.
O órgão acredita que a prática da Meta possa prejudicar a inovação e a concorrência na área, ao dificultar que outras empresas integrem suas soluções de inteligência artificial ao WhatsApp de forma oficial e segura. A investigação busca esclarecer se houve violação das regras de livre concorrência e de incentivo à inovação.
Implicações para o mercado de tecnologia
Se comprovada a prática de monopolização ou de resistência à entrada de empresas de IA, a ação do Cade pode resultar em multas e em mudanças na política de acesso às APIs do WhatsApp. Especialistas indicam que essa investigação ressalta o debate sobre o papel das plataformas no incentivo ou na restrição à inovação do setor de tecnologia.
Reações e próximos passos
A Meta ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto. A investigação deve avançar nos próximos meses, com a análise das políticas internas da empresa relacionadas ao desenvolvimento e à integração de novas IAs na plataforma.
O caso evidencia o delicado equilíbrio entre controle de plataformas e incentivo à inovação, aspecto central na regulação de gigantes da tecnologia atualmente.

