Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Aumento na ascensão social no Piauí: classes A, B e C crescem

Um estudo recente da Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou um avanço significativo na ascensão social dos piauienses. Entre 2022 e 2024, a participação das classes A, B e C (que englobam famílias com renda acima de 4 salários mínimos) aumentou de 52,52% para 62,86% da população. Este fenômeno não é apenas local: em todo o Brasil, 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e foram incorporadas às classes mais altas, o que representa um crescimento de 8,44 pontos percentuais no mesmo período.

Fatores que impulsionaram o crescimento econômico

De acordo com o estudo, o crescimento das classes A, B e C no Piauí foi impulsionado principalmente pelo aumento da renda do trabalho e por políticas públicas integradas, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Estas iniciativas também incluem programas voltados para a educação e o acesso ao crédito, que contribuíram para a melhoria nas condições de vida da população mais vulnerável.

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, comentou que os dados confirmam a eficácia das políticas implementadas, focando nos esforços para beneficiar a população de baixa renda. “Estamos vendo um resultado real: pessoas antes dependentes de programas sociais agora estão se formando e se integrando ao mercado de trabalho”, afirmou.

Cesta básica
Foto: Agência Brasil

Histórias de sucesso: um olhar humano sobre o crescimento

Um exemplo emblemático é o caso de Jardel, natural de Floresta do Piauí. Filho de um pedreiro, ele teve acesso a programas como o Bolsa Família, o ProUni e o Fies para se formar em medicina. Hoje, Jardel atua como médico em sua cidade e representa uma trajetória de sucesso, saindo da pobreza diretamente para a classe média.

“Isso mostra que o programa não é apenas uma transferência de renda; ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, destacou o ministro Dias, sublinhando a importância de oferecer oportunidades para que famílias possam romper o ciclo da pobreza.

Inauguração da Algodoeira
Ministro Wellington Dias durante inauguração de nova unidade produtiva (Foto: Arquivo Secom)

A situação socioeconômica no Brasil e no Piauí

O estudo da FGV também trouxe à tona dados alarmantes sobre as classes D e E, que atingiram os menores níveis já registrados no Brasil, com apenas 15,05% e 6,77%, respectivamente. Isso evidencia a desigualdade persistente em várias regiões do país, mesmo diante de um cenário de crescimento das classes mais altas.

A renda do trabalho foi identificada como o principal motor para a ascensão social, e a estrutura de proteção do Bolsa Família, que permite permanência temporária no programa após a obtenção de um emprego formal, incentivou a geração de emprego com carteira assinada.

Classes econômicas e suas definições

As classes A, B e C são categorias frequentemente utilizadas em análises socioeconômicas para classificar a população com base na renda familiar. A classe C é geralmente associada à classe média, sendo composta por famílias que conseguem atender suas necessidades essenciais e possuem alguma capacidade de consumo. Já as classes B e A são compostas por grupos que desfrutam de rendimentos mais elevados e oferecem maior segurança financeira para suas famílias.

Com essas mudanças, o Piauí demonstra um potencial de transformação social através de políticas públicas eficazes, promovendo uma nova realidade econômica que, se bem administrada, pode servir como um modelo para outras regiões do Brasil. As histórias de superação, como a de Jardel, refletem a esperança de um futuro mais próspero e igualitário para todos.

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