Brasil, 15 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Reunião em Teresina busca melhorias para abrigos de venezuelanos

Recentemente, representantes da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sasc) e da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi) se reuniram em Teresina para alinhar as responsabilidades no atendimento aos indígenas venezuelanos da etnia Warao que estão abrigados na capital. O encontro visou discutir a melhoria das condições nos abrigos, além de estabelecer um termo de cooperação técnica que possibilite um atendimento mais eficaz a essas famílias.

Conduta e infraestrutura dos abrigos

Durante a reunião, a infraestrutura dos abrigos foi um dos principais focos de debate. Os representantes das secretarias discutiram a necessidade urgente de realizar melhorias, como a substituição de telhados, reparos nas instalações elétricas e outros ajustes estruturais. Atualmente, 32 famílias, totalizando 332 indivíduos, estão distribuídas em seis abrigos da cidade, e a condição dos espaços é uma preocupação constante das autoridades.

(Foto: Ascom Sasc)

Segundo Sônia Terra, superintendente de Direitos Humanos da Sasc, a reunião também serviu para discutir ajustes em procedimentos e condutas, com uma ênfase particular em considerar os aspectos culturais dos indígenas, principalmente para crianças, mulheres e idosos que vivem nos abrigos. “Nossa responsabilidade é garantir a convivência harmoniosa dos indígenas Warao nos abrigos, com tratamento adequado e alinhado aos princípios dos direitos humanos”, afirmou a superintendente durante o encontro.

Perspectivas de moradia própria

Um dos pontos determinantes levantados na reunião foi a preocupação com a definição de moradias próprias para os indígenas. Sônia Terra ressaltou que é essencial que os venezuelanos deixem a estrutura de abrigo do Estado e comecem a assumir suas responsabilidades com relação à residência. “Após mais de seis anos abrigados em Teresina, é necessário que eles possam adotar as regras da própria vida, a partir da moradia e do trabalho. Muitos já têm emprego e condições de se manter em residências próprias”, acrescentou.

Fotos: Ascom Sesapi

A satisfação das necessidades dessa população é uma questão não só de dignidade, mas também de um compromisso com os direitos humanos. O atendimento adequado pode criar oportunidades não apenas de acolhimento, mas também de integração e autonomia para os venezuelanos que buscam recomeçar suas vidas no Brasil. O próximo passo, conforme desejam os organismos sociais responsáveis, é estabelecer uma rede de suporte efetiva, que possibilite a essas famílias uma transição segura para suas novas moradias.

Com isso, a reunião reflete um esforço conjunto das autoridades para melhorar a qualidade de vida dos refugiados e promover uma integração mais harmoniosa entre os indígenas Warao e a sociedade local, respeitando suas particularidades culturais e necessidades urgentes.

Para mais informações, acompanhe as atualizações nas redes sociais das secretarias ou no site oficial.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes