Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Por que milhares de enfermeiros estão em greve em Nova York

Quase 15 mil enfermeiros de vários hospitais de Nova York iniciaram uma greve nesta segunda-feira, após negociações de contrato suspensas, preocupando o sistema de saúde da cidade. A paralisação afeta centros médicos como Mount Sinai, NewYork-Presbyterian e Montefiore, levantando questões sobre o impacto na assistência aos pacientes.

Reivindicações dos enfermeiros em meio à greve

Embora as demandas variem entre as instituições, o sindicato dos enfermeiros de Nova York, a Associação de Enfermeiros do Estado de Nova York (NYSNA), afirmou que seus membros exigem melhorias na quantidade de pessoal, benefícios de saúde e proteção contra a violência no local de trabalho. “A administração hospitalar se recusa a tratar de nossas questões mais importantes—segurança de pacientes e enfermeiros”, declarou Nancy Hagans, presidente da NYSNA, em nota oficial.

Ela acrescentou que os enfermeiros preferem não fazer greve, mas foram obrigados a entrar em protesto devido à falta de respostas das lideranças hospitalares. “Nossos chefes nos forçaram a sair às ruas”, afirmou Hagans.

Respostas das instituições hospitalares

Por outro lado, os responsáveis pelos hospitais argumentam que algumas exigências do sindicato são excessivas e representam um alto custo financeiro. Um porta-voz do Mount Sinai declarou ao The New York Times que os enfermeiros lá ganham, em média, R$ 162 mil por ano, e que as propostas do sindicato elevariam esse valor para cerca de R$ 275 mil em três anos.

Kenneth Raske, presidente da Associação de Hospitais de Nova York, afirmou que o sistema de saúde da região vive uma crise financeira. “As demandas do sindicato são tão absurdas que não há condições de ceder a esses pedidos”, comentou Raske.

Medidas emergenciais e preocupação com o atendimento

Na sexta-feira, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, assinou uma ordem executiva prevendo uma “situação de desastre” em diferentes condados da região. A ação foi motivada pela expectativa de “grave escassez de profissionais de saúde” que pode prejudicar a oferta de atendimento e colocar em risco a saúde pública.

Perspectivas para o sistema de saúde

Especialistas alertam que a greve dos enfermeiros pode ter consequências duradouras na qualidade do atendimento na cidade. A administração hospitalar e as lideranças sindicais continuam negociando, mas o impasse evidencia as dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor de saúde nos Estados Unidos.

Segundo a NYSNA, a expectativa é que o protesto continue até que as suas reivindicações sejam atendidas, ou que novas negociações sejam estabelecidas. O desfecho do movimento determinará o impacto imediato na assistência médica à população de Nova York.

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