No último domingo (11), o comissário Paulo Vítor Silva Heitor, conhecido como PV, foi brutalmente assassinado ao reagir a uma tentativa de assalto na Rua Visconde de Itamarati, localizada no Maracanã, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso chocou não apenas a família e amigos, mas também colegas de trabalho e a comunidade em geral.
O trágico incidente
A abordagem ao policial ocorreu durante a madrugada, enquanto ele saía em companhia de sua esposa. Dois homens em uma motocicleta tentaram assaltar o casal, e, ao reagir, PV entrou em confronto com os assaltantes. Durante a troca de tiros, o comissário foi ferido no tórax e na região do joelho, não resistindo aos ferimentos fatais. Sua esposa, embora ferida, teve um ferimento leve em um dos dedos e está fora de perigo.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso e, logo após o crime, o Disque Denúncia divulgou um cartaz com a pergunta “Quem Matou?” na esperança de obter informações que ajudem a esclarecer a situação e levar os culpados à justiça.
A trajetória de um herói
A carreira de Paulo Vítor na Polícia Civil do Rio de Janeiro foi marcada pela dedicação e bravura. Desde que ingressou na corporação em 2016, ele construiu uma sólida reputação entre seus colegas, que o descrevem como alguém alegre, comprometido e sempre disposto a ajudar. Natural do Tijuca, Paulo começou sua trajetória na 21ª DP (Bonsucesso) e, devido a suas habilidades, foi transferido para unidades especializadas, incluindo a Delegacia de Roubos e Furtos de Celulares (DRFC) e a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), até chegar à Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), onde estava lotado no momento de sua morte.
Ao longo de sua carreira, recebeu diversas honrarias, incluindo cinco promoções por bravura e a Medalha da Coragem, destacando sua coragem em situações de risco. Além de sua experiência prática, Paulo era um profissional comprometido com sua formação acadêmica, tendo concluído cursos em Comunicação Social e Direito, além de pós-graduações em Segurança Pública e Direito Penal.
Homenagens e condolências
Após a morte de Paulo Vítor, o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, expressou sua tristeza e destacou o caráter exemplar do comissário. “PV era sempre gentil, com um sorriso no rosto e um verdadeiro exemplo para todos nós. Ele se voluntariava para as mais diversas missões, e sua ausência será sentida profundamente”, afirmou Curi.
A Polícia Civil já iniciou operações para encontrar os envolvidos no crime, com a colaboração de testemunhas e análise de imagens de câmeras de segurança na região. A busca por justiça é uma prioridade, e a corporação está unida em torno de um dos seus, que fez tanto pelo serviço à comunidade.
Velório e despedida
O corpo de Paulo Vítor foi velado na tarde de segunda-feira (12) no Cemitério e Crematório da Penitência, localizado no Caju, Zona Portuária do Rio. A perda de um profissional tão dedicado e respeitado deixou um vazio na Polícia Civil e na sociedade, que lamenta profundamente essa tragédia.
A história de Paulo Vítor é um lembrete da coragem e do sacrifício que muitos policiais fazem diariamente para garantir a segurança da população. Apesar da dor da perda, sua memória e legado devem inspirar todos nós a valorizar e respeitar os que arriscam suas vidas em prol do bem comum.












