Brasil, 13 de janeiro de 2026
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Número de mortos nas manifestações na Irã pode já alcançar milhares

Fears are growing that the death toll from ongoing protests in Iran has reached into the thousands, with reports indicating violent repression by security forces. Apesar do blackout na internet, vídeos de celular mostram ataques violentos, incluindo o uso de metralhadoras em ruas residenciais e hospitais inundados por vítimas de tiros, além de um necrotério sobrecarregado de corpos.

Estimativas não oficiais e situação de violência

Organizações de direitos humanos que monitoram o conflito calculam que o número de mortos possa atingir 6.000 até sábado, considerando relatos de hospitais em Teerã e outras cidades. Esses números não incluem corpos levados diretamente para necrotérios, como o centro de violência de Kahrizak, ao norte da capital. A dificuldade de comunicação dificulta levantamentos precisos, pois há bloqueios que atingem celulares, linhas fixas e o acesso à internet.

Segundo uma postagem em redes sociais, várias cenas mostram corpos de vítimas da noite de quinta-feira, destacando a brutalidade do enfrentamento. Um estudo informal realizado por acadêmicos e profissionais expatriados aponta que a escala de mortes supera qualquer violência registrada anteriormente nas manifestações iranianas.

Impacto nas cidades e detalhes dos protestos

Na cidade de Nafjabad, na província de Isfahan, a morte de 35 pessoas foi registrada na primeira noite de manifestações. Os protestos agora atingem todas as 31 províncias do país, que possui uma população de cerca de 90 milhões de habitantes e 100 cidades com mais de 100 mil residentes.

Um manifestante em Shiraz, que preferiu manter o anonimato por segurança, relatou à TIME o aumento da escala e violência dos atos desde o início dos protestos. “É completamente diferente”, afirmou. Ele destacou que os protestos começaram no centro de Teerã, após a crise econômica agravada pelo colapso da moeda nacional, e se intensificaram após uma convocação feita por Reza Pahlavi, exilado e filho do último xá do Irã.

Diferenças e organização dos protestos

De acordo com o ativista, os protestos de agora são mais organizados e persistentes, com a participação de grande número de manifestantes e uma resposta policial muito mais violenta. Além disso, muitos iranianos recorrem ao Starlink, tecnologia de internet por satélite ilegal no país, para contatar o mundo exterior, contornando o bloqueio oficial. Ahmad Ahmadian, ativista baseado nos EUA, estimou que há pelo menos 50 mil conexões Starlink ativas no país, embora nem todas operem devido ao alto custo de assinatura.

Segundo especialistas, a repressão extrema e a violência generalizada indicam uma escalada no conflito, que pode ter consequências de longo prazo para a estabilidade do Irã. Não há confirmação oficial do número de mortos; as fontes externas têm alertado para uma tragédia de proporções aún não divulgadas oficialmente.

Perspectivas de continuidade e possíveis desdobramentos

Enquanto as manifestações continuam, as informações sobre o número total de vítimas permanecem inconclusivas, alimentando a preocupação internacional com a repressão violenta. A comunidade internacional tem solicitado uma investigação independente para esclarecer os fatos e proteger os direitos humanos no país.

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