No final da última sessão do Consistório, ocorrida nos dias 7 e 8 de janeiro de 2026, o Papa Leão XIV expressou sua intenção de promover esses encontros anualmente, buscando uma continuidade com as deliberações provenientes das congregações gerais que precederam o Conclave. O arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, compartilhou seus pensamentos sobre o evento em uma conversa com a Rádio Vaticano, destacando a importância desses momentos de diálogo e escuta.
Um momento histórico e de reflexão
O Consistório extraordinário, que reuniu 170 cardeais, foi marcado por um ambiente de fraternidade e abertura. O Papa, em seu discurso, deixou claro que deseja realizar novos Consistórios com uma frequência anual de três a quatro dias. O próximo encontro já está agendado para junho de 2026, próximo à solenidade dos Santos Pedro e Paulo.
Durante a conversa, o cardeal Paulo Cezar destacou a importância da dinâmica de escuta promovida pelo Papa. “O Papa veio para ouvir,” disse ele, enfatizando que essa atitude permeou todo o Consistório, onde os cardeais se sentiram à vontade para compartilhar suas opiniões e experiências. O arcebispo expressou sua alegria em ver o Papa interagindo espontaneamente com os membros do Colégio Cardinalício, criando um espaço acolhedor e de confiança.
A importância da sinodalidade na Igreja
A sinodalidade, conceito central na visão do Papa, enfatiza a necessidade de caminhar juntos e ouvir as vozes de todos os envolvidos na Igreja. O cardeal Paulo Cezar comentou que essa abordagem é essencial em um mundo com múltiplas culturas e tradições. “Ouvindo… ouvindo, a Igreja é uma realidade mundial,” observou, sugerindo que essa escuta é fundamental para as melhores decisões nos rumos da Igreja.
O cardeal deixou claro que o Colégio Cardinalício está comprometido em apoiar o Papa Leão XIV. “Nós estaremos com o novo Papa,” foi uma das definições que ele trouxe das conversas nas Congregações Gerais anteriores ao Conclave. Essa aliança mostra que os cardeais não apenas reconhecem a liderança do Papa, mas estão dispostos a colaborar para guiar a Igreja em tempos de mudanças.
O futuro dos Consistórios
O próximo Consistório em junho promete ser uma continuação desse diálogo aberto e sincero. O Papa Leão XIV espera que esses encontros não apenas ajudem a fortalecer a comunhão no Colégio Cardinalício, mas também contribuam para uma Igreja mais sinodal e inclusiva. Com essa iniciativa, busca-se criar um espaço onde cada voz é ouvida e respeitada, reafirmando a natureza coletiva do discernimento na liderança da Igreja.
O cardeal Paulo Cezar Costa, que já participou do primeiro Consistório do Papa Leão XIV, mencionou a liberdade e a familiaridade que se estabeleceu durante essas reuniões. Ele enfatizou que a abertura do Papa para ouvir os cardeais é um sinal de que a Igreja está em um caminho de renovação e fortalecimento da unidade. “O Papa é a Cabeça do Colégio Episcopal,” afirmou, sublinhando a importância desta relação colaborativa entre os cardeais e o Papa.
Reflexões finais
À medida que mais Consistórios se aproximam no horizonte, o convite é para que a Igreja reflita sobre seus valores fundamentais de escuta e colaboração. O Papa Leão XIV, ao se mostrar disponível para ouvir os desafios enfrentados por todos, também convida os fiéis a se engajar nesse diálogo. Assim, a Igreja poderá navegar pelos complexos desafios do mundo contemporâneo, comprometendo-se com a missão de união e discernimento que é seu cerne.
O futuro dos Consistórios é promissor, e as palavras do cardeal Paulo Cezar ecoam como um lembrete de que, juntos e em sintonia, a Igreja pode continuar a ser uma luz de esperança e solidariedade para todos.


