O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou nesta segunda-feira (11) que o país está “preparado para guerra”, em meio às manifestações violentas que se espalharam por todas as 31 províncias iranianas. Araghchi ressaltou que Teerã não busca o conflito, mas está mais preparado do que nunca para defendê-lo, em meio às tensões com Estados Unidos, que avaliam “opções fortes” de intervenção militar.
O contexto dos conflitos e as declarações de Araghchi
Durante uma coletiva de imprensa em Teerã, Araghchi afirmou que a situação está sob controle, embora tenha mencionado que os protestos, inicialmente motivados pela crise econômica, se tornaram violentos. Ele acusou os manifestantes de usarem a violência como justificativa para uma possível intervenção externa, sem fornecer provas concretas de suas alegações.
Temores de intervenção militar dos EUA
Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a jornalistas a bordo da Air Force One que Washington está considerando “muito opções fortes” relativas a uma possível intervenção no Irã, devido ao aumento do número de mortos nos protestos contra o regime. “Algumas pessoas foram mortas de forma não justificável. Esses líderes, que governam pelo uso da violência, estão sendo avaliados por nossos militares”, declarou Trump.
Negociações ou conflito
Apesar da postura mais dura, Trump também indicou estar aberto a negociações, afirmando que o regime iraniano “quer negociar” e que eles estão “cansados de serem atacados pelos Estados Unidos”. Ele comentou que uma reunião está sendo “agendada”, mas alertou que os EUA podem precisar agir antes disso, dependendo do que acontecer na crise.
Crise interna e desafios adicionais
Além da possibilidade de conflito, o Irã enfrenta dificuldades internas, incluindo uma forte repressão às manifestações e um blackout na internet, instaurado na última quinta-feira pelos próprios governantes. Os protestos, que começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra a deterioração econômica, evoluíram para um movimento convocando o fim do regime autoritário instaurado após a Revolução Islâmica de 1979.
Analistas internacionais expressam preocupação com uma escalada do conflito, que pode envolver ações militares mais severas, além de um impacto político e social de longo prazo no país. O cenário permanece tenso enquanto o mundo observa a crescente crise no Oriente Médio.

