Brasil, 15 de janeiro de 2026
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Hugo Motta aguarda gestos concretos de Lula para apoiar reeleição

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), revelou nesta segunda-feira, em João Pessoa, que aguardará “gestos concretos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de decidir se apoiará seu projeto de reeleição nas eleições deste ano. A declaração surge em um contexto político onde a reciprocidade nas alianças é considerada fundamental para a construção do apoio, principalmente em um ano eleitoral.

Posição cautelosa do deputado

No evento em que o ministro do Turismo e aliado Gustavo Feliciano anunciou o apoio do governo federal ao pré-carnaval de João Pessoa, Motta destacou a importância de um diálogo aberto. “A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que, nessa construção política, entender o que teremos em termos de apoios e ações para decidir quem vamos apoiar. É isso que temos que construir de maneira tranquila e respeitosa para a população do nosso estado”, afirmou o deputado.

Esse não é o primeiro momento em que Motta demonstra uma postura cautelosa. Em um café com jornalistas realizado em dezembro, o deputado confirmou que ainda é prematuro discutir endossos, mas garantiu que sua posição não seria de neutralidade na disputa presidencial. Isso mostra a delicada posição em que se encontra o deputado, que precisa equilibrar interesses de seu partido, do governo federal e da população da Paraíba.

Republicanos e a aliança governista

Apesar de deixar em aberto a possibilidade de apoio a Lula, Motta deixou claro que o Republicanos estará alinhado ao projeto do grupo governista liderado pelo governador João Azevêdo (PSB) no estado. O deputado reiterou que a prioridade é consolidar um projeto que represente as reais necessidades da Paraíba e continue o modelo administrativo atual, que, segundo ele, goza de boa aceitação entre a população. “Isso primeiro depende do presidente, depende do partido do presidente”, disse Motta, enfatizando a necessidade de um projeto que verdadeiramente atenda ao estado.

O parlamentar também mencionou como prioridades da aliança a pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e o apoio à continuidade do projeto de Azevêdo. Além disso, Motta está trabalhando para viabilizar a candidatura de seu pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley, ao Senado. Contudo, essa estratégia enfrenta o obstáculo de já existir uma chapa governista com candidatos, incluindo os senadores Efraim Filho (União) e Veneziano Vital do Rego (MDB).

Reação ao veto de Lula

O deputado também foi questionado sobre o veto do presidente Lula ao projeto que altera as regras de dosimetria das penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, e afirmou tratar o tema “com tranquilidade”. Ele reconheceu que a proposta, que passou pela Câmara, foi amplamente debatida e teve um apoio considerável, com quase 300 votos. Assim, Motta afirmou que o Congresso analisará a decisão do Executivo. “Respeitando o direito e a prerrogativa do presidente de vetar as matérias, o Congresso também irá, na sua prerrogativa, analisar o veto do presidente”, disse ele, demonstrando uma visão equilibrada sobre a situação.

Expectativa sobre o veto

Na semana passada, alguns líderes partidários da oposição e do Centrão expressaram a expectativa de que o veto será derrubado, considerando o forte apoio recebido na votação na Câmara. A previsão é que a decisão sobre o veto aconteça em uma sessão do Congresso, possivelmente em fevereiro, embora sem uma data definida. Interlocutores do Parlamento indicam que caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinar a data da sessão.

Com esse cenário político em ebulição, a posição de Hugo Motta poderá ser determinante na definição do alinhamento político dos Republicanos e, consequentemente, na dinâmica das eleições presidenciais de 2026. O deputado continua a avaliar como as manifestações do governo federal podem influenciar sua decisão em um ambiente tão competitivo e sensível.

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