O governo de Luiz Inácio Lula da Silva está analisando os possíveis efeitos da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos ao Irã, anunciada nesta segunda-feira (12) por Donald Trump. A medida, que visa pressionar Teerã em meio a episódios de repressão contra protestos antigovernamentais, gera incertezas sobre suas repercussões para o Brasil, maior parceiro comercial do Irã na América do Sul.
Impacto potencial para o comércio brasileiro com o Irã
Segundo integrantes do Itamaraty, ainda não é possível determinar com precisão como a tarifa de Trump afetará as relações comerciais do Brasil com o Irã. O anúncio foi feito via rede social, sem detalhes sobre critérios ou datas de início, o que demanda uma avaliação cuidadosa por parte do governo brasileiro.
O Irã ocupa a 31ª posição no ranking de principais destinos das exportações brasileiras, consolidando-se como o quinto maior na região do Oriente Médio em 2024, de acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio. A balança comercial entre os países é de cerca de US$ 3 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 2,8 bilhões, e exportações brasileiras no valor de US$ 84,6 milhões para Teerã.
Relações comerciais e parcerias com o Irã
As principais exportações brasileiras ao Irã incluem milho (67,9%) e soja (19,3%). Na direção contrária, o país importa principalmente adubo (79%) e frutas e nozes (11%). Desde 2024, o Irã faz parte do grupo de países que integram o BRICS, ampliando sua participação no comércio internacional dos membros.
O volume de exportações brasileiras ao Irã tem se fortalecido, tornando o país o quinto maior destino na região para as vendas nacionais, refletindo a importância estratégica das relações comerciais e políticas. Contudo, as sanções impostas pelos EUA podem criar obstáculos adicionais e alterar contratos e acordos existentes.
Perspectivas futuras e negociações em andamento
O governo brasileiro continuará monitorando os desdobramentos dessa tarifação, buscando orientações da Casa Branca sobre como a medida será aplicada na prática. A avaliação visa evitar prejuízos às relações comerciais e proteger interesses econômicos do Brasil no Oriente Médio.
Segundo análise do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a situação reforça a necessidade de diversificação das parcerias econômicas brasileiras e de atuação diplomática para minimizar efeitos de eventuais sanções internacionais.
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