Brasil, 4 de fevereiro de 2026
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Elevação do dólar e bancos centrais na mira na semana de tensões

O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (12) em queda, recuando 0,13%, cotado a R$ 5,3565 às 9h05, enquanto o Ibovespa inicia os negócios às 10h, em meio a um cenário de cautela global. Os mercados enfrentam alta volatilidade devido a conflitos entre o governo dos Estados Unidos e o banco central americano, além de dados econômicos variados no Brasil e no mundo.

Tensão no cenário internacional impacta a cotação do dólar

Nos Estados Unidos, os mercados estão atentos às declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed), em especial ao discurso de membros do Comitê de Mercado Aberto, na tarde desta segunda-feira. Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, inaugura a série às 14h30, seguido por Thomas Barkin, do Fed de Richmond, às 14h45, e John Williams, do Fed de Nova York.

Conflitos políticos e intervenções: A semana começa com Donald Trump, ex-presidente e provável candidato à Presidência dos EUA, ameaçando indiciar Jerome Powell, presidente do Fed, por declarações feitas ao Congresso relativas a uma reforma de edifício. O clima de incerteza foi agravado por Powell ter declarado que a investigação é uma tentativa do governo de influenciar a política monetária, o que mantêm os investidores atentos às possíveis intervenções políticas na autonomia do banco central.

Cenário doméstico e movimentações na economia brasileira

No Brasil, a atenção está na divulgação do Boletim Focus, que reduziu a previsão de inflação (IPCA) para 2026 de 4,06% para 4,05%. Para 2027 a estimativa permanece estável em 3,80%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 permanecem em 3,50%. O mercado também acompanha uma reunião do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar do impasse envolvendo o Banco Master.

Desempenho recente e perspectivas do dólar e Ibovespa

O dólar acumula queda de 2,25% no ano, reflexo de um cenário de maior calma no mercado internacional e de expectativas de alta nos juros nos Estados Unidos, embora com sinais de desaceleração na criação de empregos. Durante a semana, o dólar registrou uma baixa de 1,08% e o Ibovespa uma alta de 1,39%, indicando uma recuperação moderada dos mercados brasileiros.

Contexto global e impacto do acordo UE-Mercosul

Na sexta-feira (9), a União Europeia confirmou a aprovação do acordo comercial com o Mercosul, criando a maior zona de livre comércio do mundo. O tratado visa reduzir tarifas de importação e exportação, ampliando o acesso do Brasil ao mercado europeu, que conta com aproximadamente 450 milhões de consumidores. Apesar do avanço, o acordo enfrenta resistências de países como França e Irlanda, preocupados com a concorrência de produtos mais baratos.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, espera-se que o Mercosul e a UE formalizem o acordo em 17 de janeiro, após a aprovação do Parlamento Europeu, o que deve beneficiar setores agrícolas e industriais brasileiros.

Indicadores econômicos e previsão para o futuro

O Banco Central do Brasil informou que a inflação oficial (IPCA) fechou 2025 em 4,26%, dentro do teto da meta, com avanço de 0,33% em dezembro. No cenário externo, o mercado de trabalho dos EUA mostrou desaceleração, com criação de 50 mil vagas em dezembro, abaixo das expectativas, e uma taxa de desemprego de 4,4%. Esses dados reforçam expectativas de manutenção das taxas de juros pelo Fed até meados de 2026, com possíveis cortes apenas sob nova administração.

As bolsas globais continuam voláteis, com Wall Street operando em alta nesta tarde, impulsionada pelos números de emprego nos EUA e pelo avanço do acordo comercial entre UE e Mercosul. Na Europa, os principais índices também avançam, enquanto a China aponta sinais de retomada após aumento nos preços ao consumidor, elevando a expectativa de estímulos econômicos extras.

Para mais detalhes, acesse o site do G1.

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