A invasão russa da Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022, desencadeou uma onda de refugiados que gerou uma das maiores crises humanitárias da história recente da Europa. Segundo dados atualizados em 30 de novembro de 2025, cerca de 4,33 milhões de cidadãos ucranianos fora da União Europeia estão recebendo proteção temporária, refletindo um aumento de 0,7% em relação ao final de outubro de 2025. Este cenário evidencia a continuidade da necessidade de assistência àqueles que fogem do conflito.
A crise de refugiados e a resposta da UE
Desde o início da invasão, aproximadamente 10,6 milhões de ucranianos foram deslocados, com cerca de 3,7 milhões mantendo-se dentro das fronteiras do país e 6,8 milhões buscando abrigo em outros lugares, essencialmente nos países da União Europeia. Em resposta a essa crise, a UE ativou um estatuto de proteção temporária, proporcionando não apenas um lar, mas também a oportunidade de trabalho e acesso a serviços essenciais como saúde e educação.
Perfil dos refugiados ucranianos
A composição do grupo de refugiados é predominante de mulheres e crianças, que continuam a chegar em busca de segurança e estabilidade. Estes grupos mais vulneráveis enfrentam inúmeros desafios, como a escassez de moradia adequada, sustento e as incertezas quanto à segurança da sua terra natal. Apesar dos desafios, a maioria mantém a esperança de um retorno ao seu país em um futuro próximo.
Dos 4,33 milhões de ucranianos com estatuto de proteção temporária, 98,4% são cidadãos ucranianos. O grupo é composto majoritariamente por mulheres adultas (43,6%), seguidas por crianças (30,7%) e homens adultos (25,7%). A Alemanha, a Polônia e a República Checa são os países que acolhem a maior parte desse grupo, com 1,24 milhão, 968 mil e 392 mil refugiados, respectivamente.
Dados estatísticos da UE
Conforme o Serviço de Estatística da União Europeia, entre os 26 países com dados disponíveis, 21 registraram um aumento no número de beneficiários deste estatuto de proteção. Entre os aumentos mais significativos destacam-se também a Alemanha (+11.040), a Polônia (+3.745) e a Espanha (+2.810). Contudo, algumas nações, como França (-870) e Lituânia (-575), viram seus números diminuírem.
Desafios e a busca por um futuro melhor
Em novembro de 2025, o número mensal de novas solicitações de proteção temporária caiu para 53.735, refletindo uma diminuição de 32,5% em comparação com setembro e outubro do mesmo ano. Isso sugere que a situação pode estar se estabilizando, após a decisão do governo ucraniano em agosto que permitiu que homens entre 18 e 22 anos deixassem o país sem restrições.
As taxas de beneficiários de proteção temporária são mais elevadas na República Tcheca (36,0 por 1.000 habitantes), na Polônia (26,5) e na Eslováquia (25,7), enquanto a média na União Europeia é de 9,6 por 1.000 pessoas. Este panorama destaca a responsabilidade e o compromisso dos países europeus em oferecer uma rede de segurança aos que mais precisam neste momento de crise.
A esperança de retorno
Apesar das dificuldades enfrentadas, a maioria dos refugiados ucranianos continua a sonhar com o dia em que poderá retornar à sua terra natal. A situação continuada de incerteza, no entanto, gera um sentimento de angústia e preocupação sobre o que os aguarda em casa. A comunidade internacional permanece atenta, buscando formas de apoiar tanto os que permanecem na Ucrânia quanto os que encontraram refúgio em terras estrangeiras.
Conforme a situação evolui, a solidariedade e a compaixão terão um papel fundamental na construção de um futuro melhor para os refugiados ucranianos e suas famílias.
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