Adam Johnson, conhecido por sua presença controversa no ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021, anunciou sua candidatura como republicano para um cargo no Condado de Manatee, na Flórida. O anúncio coincide com o quinto aniversário do tumulto, onde ele foi flagrado sorrindo e acenando enquanto carregava o púlpito da então presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.
Uma candidatura polêmica
Em entrevista ao WWSB-TV, Johnson afirmou que não foi por acaso que escolheu a data do ataque ao Capitólio para formalizar sua candidatura. “É definitivamente bom para gerar burburinho”, disse ele. O logotipo de sua campanha é uma silhueta da fotografia viral em que aparece com o púlpito.
Johnson não é o único a se candidatar após o evento de 6 de janeiro. Outros indivíduos envolvidos na invasão já tentaram cargos públicos, mas sem sucesso. Sinais indicam que o Partido Republicano poderá estar mais acolhedor a pessoas que foram condenadas por crimes relacionados ao tumulto, especialmente após o ex-presidente Donald Trump ter oferecido perdão a alguns deles.
Outros envolvidos na invasão
Outro caso notável é o de Jake Lang, também participante do tumulto, que recentemente anunciou sua candidatura para o assento vago do senador Marco Rubio na Flórida. Lang enfrentou acusações graves, incluindo agressão a um policial, mas foi beneficiado por um perdão.
No momento dos eventos de janeiro de 2021, Johnson chegou a posar para fotos dentro do Capitólio, segurando o púlpito e imitando um discurso. Posteriormente, ele se declarou culpado por ingressar e permanecer em um edifício restrito, minimizando sua ação ao compará-la a uma infração leve, como “andar em alta velocidade”.
Reflexões do passado
“Eu acho que exerci meu direito da Primeira Emenda de falar e protestar,” afirmou Johnson em sua defesa. Após o evento, ele expressou orgulho por “quebrar a internet” e pela fama repentina que ganhou.

Após cumprir 75 dias de prisão e ser condenado a um ano de liberdade condicional, Johnson também foi multado em $5.000 e obrigado a realizar 200 horas de serviço comunitário. Em sua audiência, ele disse que sua decisão de posar com o púlpito foi uma “ideia muito estúpida”, mas, atualmente, admite que sua única lamentação vem pelo tempo que passou na prisão.
Propostas e preocupações
Agora, com a candidatura, Johnson expressa sua intenção de criticar os altos impostos sobre propriedades e o excesso de desenvolvimento no Condado de Manatee. Em seus comentários, ele se mostrou preocupado com a gestão ineficiente dos líderes atuais do condado, que, segundo ele, não estão agindo em benefício da população.
“Eu serei mais criticado do que qualquer outro candidato que esteja concorrendo nesta corrida”, comentou Johnson. “Isso é positivo e um bom aprendizado para todos os cidadãos, porque, pela primeira vez, saberemos quem são nossos políticos locais e o que eles estão fazendo.”
O futuro da campanha
A candidatura de Johnson dará início a uma nova fase em sua vida política, enquanto ele se junta a outros quatro republicanos que também se inscreveram para concorrer na primária programada para 18 de agosto. O atual ocupante do cargo não buscará reeleição, o que deixa o caminho aberto para novos concorrentes em um condado que é fortemente republicano.
Espera-se que o desenrolar da campanha celebre debates intensos e decisões importantes para a comunidade local. A história de Johnson é um exemplo de como o envolvimento em eventos políticos controversos pode, de alguma forma, influenciar a trajetória política dos indivíduos e das comunidades que representam.



