Brasil, 29 de janeiro de 2026
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Retorno às raízes: apelo do Custos à Terra Santa

Na sua visita aos peregrinos em Jerusalém em 7 de janeiro, o Custos da Terra Santa, padre Francesco Ielpo, reforçou a importância do turismo religioso para a sobrevivência da comunidade cristã na região. Ele destacou que a melhor forma de ajudar a Terra Santa é com a visita de fiéis de todo o mundo, promovendo esperança e fortalecendo a fé.

O valor do testemunho na Terra Santa

“O medo não se vence apenas com palavras, mas com testemunho vivo. Ver cristãos de várias partes do mundo chegando à Terra Santa para visitar os lugares sagrados gera esperança e reafirma a presença da Igreja viva”, afirmou Ielpo. Ele destacou que a visita aos santuários não é uma simples observação museológica, mas um encontro com a Igreja que vive e respira na região.

Impacto econômico e espiritual do turismo religioso

Segundo a Agência Vatican News, cerca de 50 mil cristãos permanecem na Terra Santa, sendo 6 mil em Jerusalém, e o turismo religioso é uma das principais fontes de suporte financeiro para essa comunidade.

O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, também reforçou o papel vital das organizações humanitárias na região, pedindo que Israel revogue a proibição às agências de ajuda que atuam em Gaza — uma medida que afeta entidades como Caritas Internationalis e Caritas Jerusalém, que prestam assistência vital aos civis na Faixa de Gaza. A suspensão dessas organizações, prevista para entrar em vigor em 1º de março, tem sido criticada por representar um risco ao progresso e à paz na região, afirmou Guterres por meio de seu porta-voz.

Esperança na solidariedade e na oração

Na Suíça, o bispo Jean-Marie Lovey celebrou uma missa pelos vítimas do incêndio ocorrido na véspera do Ano Novo em um bar de esqui, realizando também uma procissão de flores ao local do desastre, promovendo solidariedade através da oração. O ataque causou grande comoção, levando igrejas na Suíça e em outros países a demonstrarem apoio às famílias afetadas.

Enquanto isso, em Aleppo, o medo e a deslocação se intensificaram com o retorno de confrontos armados nas áreas residenciais, afetando comunidades cristãs que tiveram suas celebrações de Natal e Epifania interrompidas. Igrejas se abriram como abrigo temporário para os deslocados, numa esperança de diálogo e paz na cidade síria.

Apelos pela paz e pela liberdade de expressão religiosa na Índia e na Etiópia

Em face do aumento de ataques contra cristãos na Índia, a União Católica da Índia (AICU) exortou o governo a agir com firmeza contra a perseguição, destacando que gestos simbólicos, como a presença de líderes em cultos, são insuficientes sem mudanças concretas na legislação. Acredita-se que a violência seja uma afronta à diversidade cultural do país.

Por outro lado, na Etiópia, o cardeal Berhaneyesus Demerew Souraphiel clamou por solidariedade com os deslocados pela guerra, refletindo sobre o mistério da encarnação de Cristo como um convite à união e à compaixão universal, especialmente em tempos de conflito.

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