Brasil, 28 de janeiro de 2026
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Ricardo Lewandowski pede demissão da Justiça e é a 15ª troca ministerial no governo Lula

Na última sexta-feira (9), a saída de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça (MJ) foi oficializada no Diário Oficial da União, marcando o 15º ministério trocado desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023. Essa mudança mantém a média de uma troca ministerial a cada dois meses e meio, refletindo a dinâmica complexa do governo Lula no atual cenário político brasileiro.

Consequências da saída de Lewandowski

A saída de Lewandowski já gera especulações sobre suas possíveis consequências políticas. Como destacado por parlamentares, a mudança pode dificultar a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, que é um tema sensível e importante para a administração atual. Autoridades consideram que o novo ministro terá desafios adicionais para conduzir essa e outras pautas relevantes.

Motivos para a demissão de Lewandowski

Enquanto a demissão foi formalizada, a sua origem se concentrou em questões internas do governo, incluindo intrigas políticas e a falta de verba para os projetos destinados ao MJ. O ex-ministro entregou sua carta de demissão ao presidente Lula na quinta-feira, durante uma conversa que antecedeu a cerimônia que marcava os três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro. Esses fatores somaram-se a uma sensação de desgaste e impasse no ministério.

Interinidade e nova nomeação

Após a saída de Lewandowski, o comando do MJ ficará sob a responsabilidade interina do secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, que deverá assumir as funções enquanto o presidente Lula não indica um novo ministro. As funções dos integrantes da equipe de Lewandowski, no entanto, foram garantidas até a escolha do sucessor, segundo informações do colunista Lauro Jardim, do GLOBO.

Análise das 15 mudanças ministeriais

Com a saída recente de Lewandowski, é importante revisitar as trocas que marcaram este terceiro mandato de Lula. A lista é extensa e, em algumas circunstâncias, relacionada a questões políticas e pressões internas:

1. Celso Sabino (sem partido)

Em dezembro do ano passado, Lula anunciou a saída de Sabino do Ministério do Turismo. Ele foi expulso do União Brasil, e Gustavo Feliciano foi nomeado como seu substituto.

2. Gonçalves Dias (sem partido)

Deixou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em abril de 2023, após o surgimento de gravações que questionaram sua postura durante os eventos de 8 de janeiro.

3. Daniela Carneiro (União Brasil)

Em julho de 2023, Daniela foi substituída por Celso Sabino no Ministério do Turismo, em uma tentativa de fortalecer os laços políticos com a ala do União Brasil.

4. André Fufuca (PP)

A ex-jogadora de vôlei deixou o Ministério do Esporte em setembro de 2023 para dar lugar a André Fufuca, também em busca de apoio no Congresso.

5. Silvio Costa Filho (Republicanos)

Assumiu a pasta de Portos e Aeroportos e participou de uma série de mudanças que buscavam promover estabilidade no governo.

6. Silvio Almeida (sem partido)

O ex-ministro foi acusado de assédio, levando à sua substituição por Macaé Evaristo no Ministério de Direitos Humanos e Cidadania.

7. Nísia Trindade (sem partido)

Pressionada, Nísia Trindade deixou a pasta da Saúde em fevereiro, sendo sucedida por Alexandre Padilha.

8. Juscelino Filho (União Brasil)

Denunciado por suspeitas de desvio de emendas, ele pediu demissão do Ministério das Comunicações.

9. Carlos Lupi (PDT)

O ministro da Previdência deixou o cargo após a revelação de um grande esquema de desvios em aposentadorias e pensões do INSS.

Essas mudanças, somadas à recente saída de Lewandowski, retratam um cenário político em constante transformação e ressaltam a necessidade do governo Lula de encontrar um equilíbrio entre as demandas do Congresso e as pressões internas, com o objetivo de avançar em sua agenda de governo.

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