Brasil, 4 de fevereiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Dólar cai para R$ 5,37 e bolsa recupera os 163 mil pontos

O dólar comercial fechou nesta sexta-feira (9) vendido a R$ 5,365, uma queda de R$ 0,024 (-0,44%), atingindo o menor valor desde 4 de dezembro, quando foi cotado a R$ 5,31. A moeda americana recuou após a divulgação de dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que mostraram criação de 50 mil empregos em dezembro, abaixo do previsto pelos analistas.

Razões por trás da queda do dólar e alta na bolsa

O recuo do dólar foi influenciado por fatores internos e externos. Nos EUA, a menor criação de empregos abre espaço para o Federal Reserve (Fed), banco central do país, reduzir os juros no início de 2026. Juros menores em economias avançadas tendem a atrair capitais para mercados emergentes, beneficiando o real e outros ativos brasileiros.

Além disso, a alta de 2% no preço internacional do petróleo nesta sexta contribuiu para o fortalecimento do real, que também se beneficiou de uma semana positiva, com alta de 1,76% na bolsa de valores brasileira. O Ibovespa fechou aos 163.370 pontos, revertendo o movimento de queda registrado na quinta-feira (8), quando perdeu 1,03%.

Impactos na economia interna e perspectivas

Os dados de inflação de 2025 também colaboraram para a estabilidade do dólar. Apesar do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter fechado 2025 em 4,26%, a pressão nos preços dos serviços mantém a expectativa de que o Banco Central só comece a cortar os juros em março, o que, por outro lado, favorece a entrada de capitais estrangeiros no Brasil.

Segundo especialistas, a manutenção de juros mais altos potencializa a entrada de investimentos externos, embora também possa frear a valorização da bolsa, já que torna a renda fixa mais atrativa. O cenário reforça a vulnerabilidade e a resistência da economia brasileira às mudanças internacionais.

O movimento de queda do dólar e de recuperação da bolsa deve continuar, dependendo do desfecho da política monetária nos EUA e das próximas decisões do Banco Central brasileiro. A expectativa é de que o mercado mantenha a cautela enquanto aguarda novos sinais de alinhamento entre esses fatores.

*Com informações da Reuters

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes