Nesta terça-feira (6), o Papa Leo XIV realizou a cerimônia de fechamento da Porta Santa de São Pedro, encerrando o Jubileu da Esperança iniciado em dezembro de 2024. A celebração, realizada na Basílica Vaticana, simbolizou a conclusão de um período de graça dedicado à conversão, reconciliação e esperança para os fiéis católicos.
O encerramento do Jubileu e o rito de fechamento da Porta Santa
Durante a cerimônia, o Papa Leo XIV processionou até a Porta Santa ao som do antífona O clavis David. Ao atingir o limiar, ele ajoelhou-se em oração silenciosa e, às 9h41, fechou as duas grandes portas de bronze, um gesto que marcou o encerramento do período jubilar.
“Com corações agradecidos, nos preparamos para cerrar esta Porta Santa, cruzada por uma multidão de fiéis, certos de que o Bom Pastor sempre mantém aberta a porta de seu coração para nos acolher, mesmo quando nos sentimos cansados e oprimidos”, afirmou Leo XIV em seu discurso antes do ato final, que simboliza o fim do evento e da ocasião litúrgica, tradicionalmente realizada a cada 25 anos.
Significado do encerramento e continuidade da misericórdia divina
Ao final, o Papa deixou claro que, embora a porta física esteja fechada, a misericórdia de Deus permanece sempre acessível. Em latim, pronunciou a fórmula do rito, que remonta a práticas estabelecidas desde 1975, com atualização promovida por São João Paulo II em 2000.
Por questões de simplicidade, o rito público não incluiu a construção da parede de tijolos, que será feita posteriormente de forma privada, com o acompanhamento do Escritório de Celebrações Litúrgicas do Papa. Os profissionais responsáveis pela manutenção da basílica, conhecidos como sampietrini, irão construir a parede de tijolos dentro da basílica para selar definitivamente a Porta Santa.
Ritual privado e preservação do símbolo
Na cerimônia reservada, sem presença de câmeras ou jornalistas, será inserida uma cápsula de metal na parede, contendo o ato oficial de fechamento, moedas do Jubileu e as chaves da Porta Santa. Esses objetos representam material e simbolicamente o encerramento do Ano Santo, lembrando que sua espiritualidade permanece viva na Igreja.
Leo XIV recitou a oração de ação de graças pelo Jubileu da Esperança, concluindo que “esta Porta Santa está fechada, mas a porta da misericórdia de Deus não está”. A invocação final pede que os “tesouros” divinos permaneçam abertos, para que, ao final de nossa jornada terrestre, possamos tocar a porta do céu e colher os frutos do amor de Cristo.
Contexto e peculiaridades do Jubileu da Esperança
Instituído por Papa Francisco em 24 de dezembro de 2024, o Jubileu da Esperança marcou uma excepcionalidade na história dos jubileus, já que foi concluído após a morte do pontífice, em abril, o que não acontecia desde 1700. Normalmente, os jubileus ordinários ocorrem a cada 25 anos, sendo o último realizado em 2000. Além do Jubileu de esperança, também houve jubileus extraordinários, como o de misericórdia, em 2015, e uma previsão para 2033, em preparação para os 2.000 anos da morte e ressurreição de Jesus.
Após o encerramento, Leo XIV celebrou a Missa de solenidade da Epifania do Senhor na Basílica de São Pedro, concluindo as celebrações litúrgicas do dia.
Esta notícia foi primeira publicada pela ACI Prensa, parceira de notícias em espanhol da CNA, sendo posteriormente traduzida e adaptada para o português.














