Brasil, 7 de janeiro de 2026
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Febraban investiga ataque coordenado após volume atípico de postagens

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) está avaliando se um volume atípico de postagens em redes sociais, registrado no final de dezembro, foi um ataque coordenado à entidade. A análise ocorre em meio ao apoio ao Banco Central (BC) e às tensões geradas pelo caso do banco Master, que resultou na sua liquidação.

Monitoramento de redes sociais e defesa do BC

Segundo a Febraban, a entidade e outras organizações do setor financeiro realizaram um levantamento interno para monitorar as postagens durante aquele período. “A Febraban está analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico”, destacou a federação em nota oficial.

Mobilização de entidades e defesa do Banco Central

O documento divulgado contou com a assinatura da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), da Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi) e da Zetta, que representa empresas de meios de pagamento. Ainda apoiaram a iniciativa a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin) e outras associações do setor.

Contexto do caso Master e apoio ao BC

A nota surgiu às vésperas de uma acareação marcada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo o controlador do banco Master, Daniel Vorcaro, o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. A audiência ocorreu após o diretor do BC ser dispensado da acareação, prestando apenas depoimento sobre o caso.

Importância da autoridade técnica e estabilidade financeira

Nas declarações, as entidades reforçaram que reconhecem a atuação do Poder Judiciário na análise jurídica da atuação dos reguladores. Porém, enfatizaram a necessidade de preservar a autoridade técnica do Banco Central para evitar riscos de instabilidade financeira. “O apelo das entidades abaixo, que representam o setor bancário, é que se preserve a autoridade técnica das decisões do Banco Central, para evitar um cenário gravoso de instabilidade”, afirmaram.

Prática de monitoramento e postura das entidades

A Febraban esclareceu que realiza, periodicamente, monitoramento de postagens em redes sociais com apoio de empresas especializadas. Esses levantamentos, porém, são voltados para consumo interno e não são divulgados publicamente. “A Febraban não realiza monitoramentos específicos sobre postagens de movimentos coordenados a qualquer outra instituição ou autoridade, incluindo o Banco Central e seus dirigentes”, reforçou a entidade.

Mais apoio ao Banco Central e independência

Na semana passada, a Febraban, juntamente com 757 instituições financeiras, divulgou uma carta reforçando a confiança nas decisões técnicas do Banco Central, tanto na regulação quanto na fiscalização. Essa manifestação de apoio veio após crescentes debates sobre a autonomia do órgão e a estabilidade do setor financeiro no país. Mais informações.

Perspectivas e próximos passos

A Febraban informou que continuará monitorando de perto a situação, e que pretende esclarecer completamente o episódio para evitar qualquer impacto à confiança no setor financeiro brasileiro. O acompanhamento se torna fundamental para garantir a estabilidade e a credibilidade das instituições financeiras diante de possíveis ataques virtuais ou pressões externas.

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