Nesta terça-feira (6), o dólar comercial fechou em R$ 5,3794, uma queda de 0,48%, marcando a quarta baixa seguida. A moeda atingiu sua mínima em R$ 5,362 e máxima em R$ 5,417 durante o pregão, enquanto o Ibovespa avançou 1,29%, aos 163.964 pontos, refletindo otimismo no mercado acionário.
Reações a tensões políticas e dados econômicos
Os mercados continuam reagindo às tensões políticas na Venezuela, após o ataque dos Estados Unidos ao país e a captura do ditador Nicolás Maduro. O presidente Donald Trump afirmou ser contrário à realização de eleições nos próximos 30 dias na Venezuela e passou a apoiar a vice-presidente interina, Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência em substituição a Maduro nesta segunda-feira (5).
Além do cenário político internacional, investidores acompanharam a divulgação dos dados da balança comercial do Brasil, que registrou superavit de US$ 68,3 bilhões em 2025, uma queda de 7,9% em relação a 2024. Apesar do aumento de 3,5% nas exportações, as importações subiram 6,7% neste período.
Desempenho das exportações brasileiras e influências externas
As exportações para os Estados Unidos sofreram uma redução de 6,6%, passando de US$ 40,37 bilhões em 2024 para US$ 37,72 bilhões em 2025. Em 2022, a Casa Branca havia imposto tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros, uma taxa que foi reduzida em novembro pelo então presidente Trump, abrangendo itens como carne bovina, café, tomate e banana.
Investidores também acompanham o discurso de Tom Barkin, presidente do Federal Reserve de Richmond, que pode fornecer pistas sobre a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos. Além disso, o mercado absorve o PMI de dezembro dos EUA, indicador que mede o ritmo da atividade econômica no país.
Segundo análise do mercado financeiro, o cenário externo ainda apresenta volatilidade, mas a tendência de queda do dólar reflete uma combinação de fatores políticos e econômicos tanto no Brasil quanto no exterior.


