A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicita autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para transferi-lo do local onde está detido, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, para um hospital. A solicitação ocorreu após o ex-presidente sofrer uma queda durante a madrugada, resultando em um impacto na cabeça e com a suspeita de traumatismo craniano.
Contexto da queda
O acidente com Jair Bolsonaro foi relatado inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que utilizou suas redes sociais para informar que o ex-presidente teve um episódio de soluços enquanto dormia, levando ao acidente contra um móvel. Isso levantou preocupações sobre a saúde do ex-mandatário, que já apresenta um histórico clínico delicado, incluindo complicações recentes.
Em um pedido formal ao STF, os advogados de Bolsonaro afirmam que a queda na cela resultou em um impacto craniano e que o ex-presidente apresenta sinais de um possível traumatismo, o que representa “risco concreto e imediato” à sua saúde. A defesa solicita a transferência para um hospital, onde exames clínicos e de imagem possam ser realizados com a supervisão de sua equipe médica particular e com adequada escolta policial.
Resposta da polícia e estado de saúde
Em resposta ao pedido, a Polícia Federal informou que Bolsonaro recebeu atendimento médico na própria unidade. De acordo com nota emitida pela corporação, o médico de plantão constatou ferimentos leves e não identificou a necessidade de encaminhamento ao hospital, recomendando apenas observação.
No entanto, o médico Cláudio Birolini, que faz parte da equipe médica que acompanha Bolsonaro, defendeu a urgência da transferência para o hospital DF Star, também em Brasília, alegando que o ex-presidente sofreu um traumatismo craniano leve. Birolini enfatizou que quedas, especialmente com impacto na cabeça, são preocupações críticas para a equipe médica: “Quedas com traumatismos são uma de nossas maiores preocupações. Já havíamos alertado sobre esse risco”, afirmou.
Autorização prévia e atendimento médico
Historicamente, em situações de emergência médica, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, já havia autorizado que Bolsonaro fosse encaminhado a uma unidade hospitalar sem a necessidade de nova decisão judicial. Porém, neste caso específico, o médico da Polícia Federal não considerou a situação suficientemente urgente para justificar a transferência imediata.
A inquietação em torno do estado de saúde de Bolsonaro é reforçada pelo fato de que ele está detido em uma sala especial na PF, o que gera questionamentos sobre a rapidez e a eficácia do atendimento médico prestado durante emergências. A ex-primeira-dama expressou sua preocupação e reivindicou esclarecimentos sobre os primeiros socorros recebidos pelo ex-presidente após a queda.
Reação e próximos passos
Durante a visita à superintendência da PF, Michelle Bolsonaro afirmou que aguardava por informações claras sobre como o atendimento médico foi conduzido após o acidente. Interlocutores da Polícia Federal, que preferiram não se identificar, confirmaram que Bolsonaro foi atendido no local e minimizaram a gravidade do ocorrido, chamando a atenção para a necessidade de um acompanhamento médico contínuo.
A situação de saúde de Jair Bolsonaro continua a ser um foco de atenção pública e política, e os desdobramentos do pedido de sua defesa ao STF estão sendo acompanhados de perto pela sociedade e pela mídia. Os próximos passos dependerão tanto da avaliação médica quanto das decisões judiciais que irão orientar o futuro tratamento do ex-presidente.
Enquanto isso, a polícia se mantém vigilante, garantindo que Bolsonaro receba a atenção necessária e segura durante este período delicado. A transferência para um hospital, se autorizada, constituirá um novo capítulo na saúde do ex-mandatário, cuja trajetória política e pessoal tem sido cercada de complexidades e desafios recentes.



