Brasil, 7 de janeiro de 2026
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Balança comercial brasileira fecha 2025 com superávit inesperado

A balança comercial brasileira encerrou 2025 com um superávit acima do esperado, mesmo diante do tarifazo imposto pelos Estados Unidos e de um cenário global mais incerto. Segundo avaliação do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o resultado positivo refletiu, principalmente, no redirecionamento de mercados e na valorização de commodities, como petróleo e carne bovina.

Por que o tarifazo não desacelerou o comércio brasileiro?

Embora fosse esperado que as tarifas elevadas bloqueassem importações e reduzissem o comércio exterior, isso não ocorreu na prática. Algumas empresas conseguiram buscar novos mercados e, em alguns setores, os efeitos de preço favoreceram as exportações, especialmente no caso do petróleo, que ainda lidera a pauta exportadora brasileira.

Fatores que explicam o resultado surpreendente

De acordo com Castro, o maior fator foi o redirecionamento de mercados e de commodities. A carne bovina, por exemplo, conquistou recordes de exportação, embora o petróleo continue sendo o principal item na pauta de exportação do país. Todas as empresas atuaram de alguma forma para driblar o impacto das tarifas, incluindo operações entre empresas localizadas no exterior, embora esses movimentos sejam difíceis de mensurar.

Perspectivas para 2026: qual o cenário?

Para o próximo ano, a expectativa é de continuidade de um cenário de grande incerteza. O ministro da Economia, Geraldo Alckmin, admite que o cenário é desafiador, com projeções de resultados variáveis e sem garantias de que o superávit se repetirá. Além das tarifas americanas, fatores externos como a situação política na Venezuela, a crise interna na China e o risco de moratória nos Estados Unidos trazem riscos adicionais ao comércio mundial.

Impactos da instabilidade internacional

O conflito entre Rússia e Ucrânia, mudanças na política econômica de Trump e ameaças de default nos EUA elevam as incertezas, dificultando o planejamento de longo prazo. A intervenção de Trump na Venezuela, por exemplo, pode influenciar os preços do petróleo, o que afeta diretamente as receitas do Brasil decorrentes das vendas externas.

O papel do petróleo e a dependência do Brasil

Apesar das variáveis externas, o Brasil conta com a produção do pré-sal para sustentar receitas mesmo diante de possíveis quedas de preço. Segundo o ministro Alckmin, a exploração do petróleo ainda deve gerar resultados positivos em 2026. No entanto, o país continua vulnerável a oscilações de mercado, já que depende de produtos sobre os quais não mantém controle absoluto.

Desafios e mudanças estruturais necessárias

O atual cenário evidencia que a estagnação da corrente de comércio e o patamar de exportações, em torno de US$ 600 bilhões, indicam uma necessidade de mudanças estruturais. A expectativa é que a reforma tributária, em andamento, possa diminuir custos e incentivar uma maior exportação de manufaturados na América do Sul, tornando o Brasil mais competitivo.

Conclusão: um cenário de incerteza e esperança

Embora 2025 tenha sido de indefinições, a esperança é de que futuras reformas possam gerar melhorias na operação do comércio exterior brasileiro. Como alertado pelo próprio governo, o ano de 2026 continuará marcado por desafios e instabilidades, exigindo atenção redobrada por parte dos empresários e investidores. Conhecer os desdobramentos dessas incertezas será fundamental para entender o rumo do comércio internacional do Brasil nos próximos anos.

Mais detalhes podem ser acessados no site do Globo.

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