Na conferência SEEK 2026, realizada entre 4 e 5 de janeiro em Columbus, Ohio, o renomado autor e professor de Harvard Arthur Brooks recomendou aos participantes resistirem à tentação de “duelar com fogo” em debates culturais. Em seu discurso de abertura, Brooks enfatizou que a missão cristã exige mais amor do que confrontamento.
Resistir à tentação de “fazer guerra” na cultura
Brooks afirmou que o mundo não é apenas frio, mas também hostil, o que pode levar os fiéis a reagirem com agressividade. “Seu papel não é vencer argumentos, mas conquistar almas”, reforçou o educador, que leciona na Harvard Kennedy School e na Harvard Business School. O especialista publicou títulos como From Strength to Strength e Build the Life You Want, coescrito com Oprah Winfrey, além de colaborar com artigos para The Free Press.
O desafio de transformar conflitos em oportunidades de diálogo
Para Brooks, os fiéis muitas vezes entram na “área de missão” ao enfrentar a cultura de polarização. “Na guerra cultural, você não ganha com violência, mas com amor”, afirmou. Ele recordou uma experiência em Manchester, New Hampshire, em 2014, onde falou a um público compostos por pessoas com ideologias fortes.
Durante sua fala, Brooks destacou que a disputa política muitas vezes gera a impressão de que “quem pensa diferente odeia o país”, mas ele alertou: “Eles são seus vizinhos e familiares. Não é ódio, mas discordância”.
Ele reforçou que, como missionário, o objetivo é persuadir com respeito e empatia, pois “ninguém foi insultado a aceitar uma ideia”.
‘Entrando em território de missão’
Brooks compartilhou uma metáfora que ele e sua esposa, Ester, usam em retiros matrimoniais: uma placa na capela do centro de retiros, que orienta: “Você está entrando em território de missão”. O conferencista afirma que, ao sair do evento, os participantes devem enxergar todo espaço — hotel, cidade, qualquer lugar — como oportunidades de missão.
“Vamos incendiar o mundo juntos”, concluiu, incentivando uma postura proativa na evangelização pelo amor e pela compreensão.
Impacto nos jovens e reflexões sobre o papel do cristão
Katie Tangeman, estudante de Northwest Missouri State University, disse que saiu motivada a enxergar as pessoas com mais empatia e a responder às provocações com amor. “Não ser um bom cristão é agir com desprezo e ódio”, afirmou.
Já Andrew Stuart, estudante de negócios agrícolas, destacou que a mensagem de Brooks mostrou como a gentileza pode transformar uma conversa e criar uma nova trajetória no diálogo com os outros.
O convite de Brooks é claro: ao deixar o local, cada um deve reconhecer que entra “em território de missão”, levando a mensagem de amor à sociedade polarizada em que vivemos.
Fonte: Catholic News Agency


