Farmers na França, Itália e demais países da União Europeia manifestaram preocupação com o crescimento das importações de carne, arroz, mel e soja sul-americanos, que, segundo eles, podem prejudicar o setor agrícola europeu. A entrada desses produtos ocorre em meio aos benefícios negociados pelo acordo entre União Europeia e Mercosul, que incentiva a exportação de veículos e maquinaria europeia para o bloco latino-americano.
Impactos da entrada de produtos sul-americanos na Europa
Desafios para os agricultores europeus
De acordo com representantes do setor agrícola europeu, a produção sul-americana possui vantagens relacionadas às normas de produção, que são consideradas mais flexíveis e competitivas. “Estamos preocupados com o aumento das importações de produtos como soja e carne, que poderão saturar o mercado europeu, dificultando a sustentabilidade das nossas fazendas”, destacou Jean Dupont, presidente da Federação dos Agricultores da França.
Querema-se proteger a produção local, especialmente diante de um cenário de crise e desaceleração econômica na zona do euro. A entrada de alimentos sul-americanos mais baratos pode pressionar os preços internos e reduzir a lucratividade dos produtores europeus.
Reações e negociações em andamento
Segundo o acordo firmado, há benefícios para exportadores do Mercosul, como a redução de tarifas sobre veículos e maquinaria pesada, além de facilidades na entrada de produtos de alta tecnologia na América do Sul. No entanto, os agricultores europeus alertam para um possível desequilíbrio no mercado agrícola e pedem medidas de proteção.
O bloco europeu tem debate interno sobre possíveis salvaguardas comerciais, incluindo tarifas temporárias ou quotas limitando a entrada de certos produtos agrícolas. Ainda assim, a decisão final deve considerar interesses econômicos e o impacto social no setor agrícola local.
Perspectivas futuras e riscos de conflito comercial
Especialistas do setor agrícola alertam que, sem medidas de proteção, a competitividade dos produtores na Europa pode ser severamente afetada nos próximos anos. Além disso, há risco de tensões comerciais entre os países europeus e o bloco latino-americano, caso os produtores locais não tenham seu setor protegido adequadamente.
O governo europeu e representantes do setor agrícola continuam negociando para equilibrar os benefícios comerciais do acordo com a necessidade de salvaguardar os interesses dos agricultores locais, considerados essenciais para a segurança alimentar e a economia rural do continente.
Mais detalhes sobre os benefícios do acordo podem ser conferidos na fonte oficial.


