Brasil, 7 de fevereiro de 2026
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Nova tecnologia promete bloquear a radiação solar para combater a crise climática

Uma equipe secreta de cientistas está desenvolvendo um plano inédito para preencher a atmosfera com partículas minúsculas que imitam uma erupção vulcânica, bloqueando a luz do sol. Essa estratégia, que pode salvar a humanidade, enfrenta oposição de milhares, mas pode seguir em frente independentemente. Não se trata de um enredo de filme de ficção científica, mas sim de geoengenharia solar, uma das frentes mais atuais da pesquisa climática.

A nova aposta da Stardust Solutions

Em outubro, uma startup chamada Stardust Solutions anunciou que levantou 60 milhões de dólares para desenvolver uma tecnologia capaz de refletir a luz do sol de volta ao espaço, utilizando partículas suspensas no ar. Este é o maior investimento já feito em uma empresa que busca essa estratégia para resfriar nosso planeta, segundo informações do Politico.

A Stardust Solutions é parte de um pequeno, mas observado, grupo de empresas e pesquisadores que a cada dia buscam inovações para enfrentar a crise climática, considerando que a ação internacional continua a ser lamentavelmente insuficiente. A princípio, a ideia é limitar quanto da energia solar atinge a superfície da Terra, permitindo que a temperatura global diminua e que o derretimento das calotas polares desacelere.

Experimentos e Oposição

Embora a ideia de modificar a radiação solar tenha surgido na década de 1960, os experimentos em pequena escala começaram a ser realizados apenas nas duas últimas décadas. O seeding de nuvens na Suíça e os testes sobre os impactos da pulverização de sal na Grande Barreira de Corais da Austrália são alguns exemplos. Para cada experimento que avança, outros têm sido cancelados, como um projeto na Califórnia que foi interrompido devido à resistência da comunidade local, que alegou não ter sido consultada.

A resistência à geoengenharia solar não é uma questão nova, principalmente entre comunidades indígenas, que frequentemente se opõem a esses planos, argumentando que visam apenas tratar os sintomas da crise climática, sem abordar suas causas raiz.

Um spray de partículas ‘seguras para humanos’

A Stardust Solutions foi fundada em 2023 por dois físicos nucleares, Yanai Yedvab e Amyad Spector, que se conheceram em um laboratório nacional israelense. Eles decidiram criar uma tecnologia que pudesse ter um impacto imediato ante os alarmantes níveis de aquecimento global. Yedvab compartilhou com o The Independent que se inspirou na união global para enfrentar o buraco na camada de ozônio na década de 1980, afirmando que a situação atual do planeta exige a exploração de todas as técnicas disponíveis.

Stardust planeja implantar partículas na estratosfera, a camada da atmosfera que se estende de cerca de 6 a 50 quilômetros acima da superfície da Terra. O projeto, que ainda não revelou qual tipo de partículas pretende usar, já declarou que não empregará materiais sulfurosos, pois esses podem ser tóxicos para os seres humanos e provocar uma série de efeitos colaterais indesejados.

A regulação ainda é um desafio

Embora a geengenharia solar possa parecer uma solução promissora, não existem regras ou tratados internacionais que a proíbam. Entretanto, governos e acadêmicos têm se envolvido cada vez mais no debate. Na Califórnia, a startup Make Sunsets lançou balões meteorológicos com partículas de dióxido de enxofre, em um esforço considerado arriscado por muitos ambientalistas. O impacto potencial de liberar tais partículas é amplo e ainda está sendo investigado.

Os críticos alertam que a geoengenharia pode não apenas desviar a atenção de soluções mais eficazes para a crise climática, mas também acarretar consequências não intencionais, como a intensificação de desastres naturais. Regine Hock, do Instituto Geofísico da Universidade de Oslo, declarou que projetos de geoengenharia não tratam as causas subjacentes da crise climática e podem causar danos sérios.

Reflexões finais sobre a geoengenharia solar

Enquanto o mundo avança na busca por soluções para a crise climática, a geoengenharia solar apresenta tanto esperanças quanto preocupações. A questão essencial permanece: será que as soluções propostas podem realmente fazer a diferença ou são apenas um paliativo para uma crise que exige ações mais abrangentes? As discussões sobre o tema continuam e a sociedade terá que decidir até onde está disposta a ir na busca por um planeta mais sustentável.

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