O Vaticano anunciou nesta segunda-feira (5) que mais de 33,4 milhões de fiéis participaram do Jubileu da Esperança em Roma, ultrapassando as projeções iniciais e celebrando um momento importante para a Igreja Católica. A contagem final revela um aumento de quase 2 milhões de peregrinos em relação ao estimado original de 31,7 milhões.
Participação recorde e avaliação do jubileu
O arquidiácono Rino Fisichella, pro-prefeito do Dicastério para a Evangelização, destacou que o número final de peregrinos, 33.475.369, demonstra a exuberância do evento. “Este jubileu foi extraordinário sob diversos aspectos, evidenciando a complexidade de sua organização”, afirmou Fisichella. Ele também ressaltou que a celebração coincidiu com momentos históricos, como o funeral do Papa Francisco, em abril, e a eleição do novo papa, Leo XIV, em maio.
Peregrinos de 185 países e principais nacionalidades
Segundo dados oficiais do Vaticano, os visitantes de 185 países participaram das atividades jubileu. A maior parte veio da Europa, com 62,63% do total, seguida por América do Norte (16,54%), América do Sul (9,44%) e Ásia (7,69%).
Entre os países, Itália lidera com 36,34% dos fiéis, seguida pelos Estados Unidos (12,57%) e Espanha (6,23%). Destacam-se ainda o Brasil (4,67%), Polônia (3,69%), Alemanha (3,16%), Reino Unido (2,81%), China (2,79%), México (2,37%) e França (2,31%). Outros países com grande participação foram Argentina, Canadá, Portugal e Filipinas.
Como foi feita a contagem
Fisichella explicou que as projeções iniciais foram fundamentadas em um estudo de sociologia da Universidade Roma Tre, que serviu de guia para o planejamento preliminar. A contagem principal foi realizada na Porta Santa de São Pedro, onde câmeras automáticas registraram diariamente o fluxo de peregrinos.
Nos demais principais santuários, como as basílicas de São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros, o levantamento combinou dados estatísticos com contagens manuais realizadas por voluntários, além do controle de participación em eventos e audiências oficiais.
Legado para Roma e despesas públicas
Gualtieri destacou que o jubileu deixou um legado duradouro para Roma, tanto na infraestrutura quanto na governança, com uma cooperação contínua entre diferentes órgãos públicos. Foram realizadas 332 intervenções, das quais 204 já concluídas ou parcialmente finalizadas, incluindo obras de melhorias nas ruas, que estão 90% finalizadas, com o restante previsto para 2026.
O investimento total do governo para as obras relacionadas ao jubileu chegou a 1,725 bilhões de euros (aproximadamente 2,02 bilhões de dólares). Destes recursos, cerca de 75% foram utilizados em ações finalizadas ou em andamento, com 90% do gasto destinado a intervenções essenciais e não adiáveis.
Segundo Gualtieri, o successo do evento reforça a posição de Roma como centro de fé e cultura, além de refletir um modelo de gestão pública em grande escala.
Esta história foi originalmente publicada pela ACI Prensa, parceria em espanhol da CNA, e adaptada para o português por CNA. Para mais detalhes, acesse o link da fonte.














