Um grave problema de abastecimento de água está afetando os distritos de Usina Santa Isabel e Usina Santa Maria, em Bom Jesus do Itabapoana, no estado do Rio de Janeiro. De acordo com relatos de moradores, a falta de água já persiste por mais de dez dias e começou na semana do Natal, sem soluções à vista até o momento, conforme informado até a tarde deste sábado (3).
Agravamento da situação
Segundo os residentes, a interrupção no fornecimento de água tem trazido grandes dificuldades para a rotina diária das famílias. Em suas declarações, eles destacam que a falta de água compromete atividades essenciais como beber, preparar alimentos, lavar roupas, manter a limpeza da casa e realizar a higiene pessoal. Além disso, a ausência de caminhões-pipa para atender as necessidades emergenciais da população se torna um agravante para a situação.
As redes sociais se tornaram um espaço onde os moradores expressam suas lutas e incertezas, compartilhando relatos de suas dificuldades diárias. Este cenário preocupa a todos, especialmente as famílias com crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde, que dependem do abastecimento regular para a manutenção de seus cuidados diários.
Falta de comunicação das autoridades
Até o momento, não houve nenhum comunicado oficial do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) esclarecendo as razões por trás da interrupção do abastecimento ou informando um prazo para a normalização do serviço nos distritos afetados. Essa falta de informações tem gerado ainda mais descontentamento e insegurança entre os moradores, que anseiam por respostas e soluções para a crise.
A equipe de reportagem buscou contato com o Saae de Bom Jesus do Itabapoana para solicitar esclarecimentos sobre a situação e se questionar sobre as medidas que estão sendo implementadas para minimizar os impactos sobre a população. Contudo, até o momento da publicação desta matéria, não houve retorno por parte da instituição.
Impactos sociais e saúde pública
A falta de água não é apenas uma questão de conforto; ela se transforma em um sério problema de saúde pública. Muitas pessoas sob risco, como os idosos e aqueles com saúde comprometida, podem se ver ainda mais vulneráveis devido a essa escassez. Em tempos em que a higienização é crucial, especialmente devido a surtos de doenças e pandemias, a ausência de água torna-se fator de muita preocupação.
A desintegração da rotina, causada pela falta de água limpa e potável, também afeta as crianças, que podem ter seu desenvolvimento e saúde comprometidos, além de impactos diretos nas atividades escolares, como a falta de condições para realizar tarefas de casa e a dificuldade de manter a frequência nas aulas.
O que pode ser feito?
É fundamental que a sociedade civil e os representantes locais se mobilizem em busca de uma solução. A pressão pela transparência e o direito à informação é um passo inicial essencial. Comunicação adequada e planejamento de ações de emergência, como o envio de caminhões-pipa, são medidas que devem ser exigidas pelas autoridades locais para garantir a dignidade e a saúde da população afetada.
Os moradores têm o direito de exigir respostas e a regularização do abastecimento, além de serem priorizados em quaisquer futuras ações de gestão hídrica na região. A crise hídrica ressalta a necessidade de investimentos em infraestrutura, bem como um planejamento mais eficiente para utilização dos recursos hídricos.
Portanto, é vital que a comunidade permaneça unida, utilizando as redes sociais como um canal de comunicação para relatar problemas e buscar apoio, e que as autoridades competentes sejam pressionadas a agir em prol do bem-estar da população. A espera por água deve acabar, e recursos devem ser alocados para revitalizar o abastecimento nas áreas afetadas de Bom Jesus do Itabapoana.
É crucial que a situação seja monitorada e que novas atualizações sejam fornecidas à comunidade, garantindo que todos os moradores possam novamente contar com esse recurso vital.


