A intoxicação por metanol voltou a ser um tema preocupante na Bahia, onde a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) confirmou, neste começo de janeiro, sete casos de intoxicação, incluindo uma morte. A situação gerou um alerta sobre a venda de bebidas alcoólicas adulteradas, com especial atenção para a origem dessas substâncias.
Casos confirmados e investigação em andamento
De acordo com informações da Sesab, os dois primeiros casos foram identificados no dia 31 de dezembro de 2025, quando um laudo pericial detectou a presença de metanol em bebidas alcoólicas apreendidas em Ribeira do Pombal. A intoxicação foi inicialmente registrada em sete pessoas que apresentaram sintomas graves, e agora três casos suspeitos estão sob investigação.
Vinícius Oliveira Vieira é a vítima fatal dos casos de intoxicação. Ele estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, e a informação sobre seu falecimento foi confirmada pela Sesab. Vinícius havia comprado bebidas no mesmo depósito que outros seis intoxicados, todos associados a uma festa de noivado onde foram consumidos drinks com vodca.
Ações de saúde e prevenção
Em resposta à situação alarmante, a Sesab, em colaboração com o Ministério da Saúde e as secretarias municipais de saúde, implementou ações de vigilância. O objetivo é conscientizar a população sobre os riscos associados ao consumo de bebidas alcoólicas não regulamentadas e prevenir novos casos de intoxicação.
As autoridades locais também iniciaram a interdição temporária do comércio de bebidas destiladas em Ribeira do Pombal, com a proibição se estendendo a bares, restaurantes e eventos, visando proteger a saúde pública. A Vigilância Sanitária Municipal, com apoio da Guarda Civil, será responsável pela fiscalização das novas regras.
Os perigos do metanol
O metanol é uma substância altamente tóxica que pode causar danos severos à saúde, incluindo a morte. A gravidade da intoxicação por metanol requer um tratamento imediato, que inclui o uso de antídotos como etanol e fomepizol. O Ministério da Saúde, ciente da situação, reforçou o estoque dessas substâncias em resposta aos casos recentes na Bahia.
De acordo com a gestão estadual, estão disponíveis 318 ampolas de etanol e 206 unidades de fomepizol para tratar as vítimas de intoxicação. O ministério acompanha de perto a evolução dos casos e a segurança da população, atuando em conjunto com as autoridades locais na implementação de medidas que visem prevenir futuras intoxicações.
O que levar em conta na escolha de bebidas alcoólicas
A crise de intoxicações por metanol na Bahia serve como um importante lembrete sobre a necessidade de cautela ao consumir bebidas alcoólicas. O controle de qualidade e a regulamentação da produção de álcool são essenciais para garantir a segurança dos consumidores. Antes de comprar ou consumir bebidas, é fundamental verificar a procedência e estar atento a eventuais sinais de adulteração, como odores estranhos ou rótulos mal elaborados.
A população deve ser incentivada a denunciar estabelecimentos suspeitos de venda de bebidas alcoólicas de origem duvidosa e a buscar informações sobre a procedência do que consomem. Com a colaboração entre autoridades, consumidores e a comunidade, é possível evitar tragédias como a registrada em Ribeira do Pombal.
Conclusão
O surto de intoxicações por metanol na Bahia é um grave alerta sobre os riscos associados ao consumo de álcool não regulamentado. As medidas de fiscalização, orientação e saúde pública são essenciais para proteger a população. A conscientização coletiva e as ações governamentais poderão prevenir novos casos e garantir que tragédias como esta não se repitam.


