Brasil, 3 de janeiro de 2026
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Idoso perde R$ 20 mil em golpe com IA de apresentador famoso

Um recente caso de golpe virtual tem gerado preocupação entre os usuários de serviços digitais no Brasil. Um idoso foi alvo de uma fraude onde a inteligência artificial foi utilizada para simular a imagem do famoso apresentador Luís Ricardo, do SBT. O resultado foi um prejuízo de cerca de R$ 20 mil, levando a vítima a registrar um boletim de ocorrência e processar o banco digital PicPay.

Como o golpe aconteceu

A vítima, um aposentado, recebeu uma chamada de vídeo em que um homem, com uma aparência idêntica à de Luís Ricardo, fazia a divulgação de um prêmio de R$ 100 mil relacionado à Tele Sena. Na conversa, o golpista adota um tom de programa de auditório e questiona o que o idoso faria com o prêmio, além de solicitar os dados bancários da vítima para realizar o suposto depósito.

Sem desconfiar da armadilha, o idoso acatou as instruções do criminoso e acessou o aplicativo do banco para checar a chegada do prêmio. Ao não visualizar o valor creditado, o golpista alegou que haveria um bloqueio da instituição financeira. Em seguida, ele convenceu a vítima a realizar transferências via pix e transações com cartão de crédito, resultando em uma perda significativa de R$ 20 mil.

Apenas após verificar diretamente no aplicativo da Tele Sena que não havia recebido nenhum prêmio, o aposentado percebeu que tinha sido enganado. Ele prontamente registrou um boletim de ocorrência e, com auxílio jurídico, entrou com uma ação judicial contra o banco PicPay, argumentando que a instituição falhou em seu sistema de segurança ao não bloquear as movimentações atípicas que ocorreram em sua conta.

A responsabilidade das instituições financeiras

A advogada da vítima, Bárbara Malaquias Silva, destacou a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a obrigação das instituições financeiras em prevenir transações suspeitas. “Os bancos têm o dever de desenvolver mecanismos de segurança que identifiquem e impeçam movimentações que destoem do perfil do consumidor”, afirmou.

Posição do PicPay

Em defesa, o banco PicPay declarou que não existe uma relação direta com os valores, visto que não recebeu as transações. Além disso, a instituição argumentou que as transferências foram feitas de forma voluntária pelo cliente e que não houve falha de segurança em sua plataforma. O PicPay enfatizou que disponibiliza orientações em seu site sobre como evitar fraudes e golpes. O processo ainda está pendente de julgamento.

A crescente preocupação com golpes virtuais

O uso de tecnologias como a inteligência artificial para realizar fraudes tem se tornado uma realidade cada vez mais preocupante. Com a facilidade de manipulação de imagens e vídeos, golpes como o que afetou este idoso podem se tornar mais frequentes. Especialistas em segurança digital alertam para a necessidade de um maior investimento em educação financeira e em ferramentas de prevenção a fraudes, tanto por parte das instituições financeiras quanto dos próprios usuários.

Além disso, campanhas de conscientização e a promoção de métodos de verificação de identidade podem ajudar a prevenir que mais pessoas se tornem vítimas de golpes semelhantes. As instituições devem intensificar seus esforços para garantir que seus sistemas protejam adequadamente os consumidores e que estes últimos estejam informados sobre possíveis fraudes.

Com o crescimento do uso de serviços digitais, o alerta é claro: é fundamental que todos contribuam na luta contra a fraude virtual, adotando hábitos mais seguros e informando-se sobre os cuidados necessários ao utilizar tecnologia.

Atualmente, o caso segue sendo monitorado e pode trazer à tona discussões importantes sobre a responsabilidade das plataformas digitais na proteção de seus usuários, além de evidenciar a urgência de medidas mais eficazes para combater esse tipo de crime.

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