Brasil, 3 de janeiro de 2026
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Fretar jatos na Copa do Mundo de 2026: custos e desafios

A Copa do Mundo de 2026, que acontecerá em vários Estados dos Estados Unidos, México e Canadá, promete um aumento expressivo na demanda por voos fretados em jatos privados. A previsão, segundo a Forbes, é de que o movimento seja maior que o observado em outros megaeventos, devido às distâncias extremas entre os estádios e à necessidade de deslocamentos rápidos e seguros.

Distâncias, logística e demanda antecipada

Na Copa do Catar, em 2022, a maior distância entre os estádios foi de cerca de 120 km. Para 2026, algumas combinações ultrapassam 3.200 km e chegam a mais de 5.400 km, atravessando quatro fusos horários. Na Rússia, em 2018, mais de 350 voos fretados foram organizados; nesta edição, o número deve ser superado, de acordo com projeções do setor.

Operação em alta e pressão de preços

Empresas de aviação executiva têm se preparado há meses, mesmo com a definição das sedes e jogos recentes. Após o sorteio da Copa, houve picos de consultas por grupos de 20 a 40 passageiros, sobretudo para jogos mais disputados. A expectativa é que a demanda seja semelhante à do Super Bowl, que atrai cerca de 1.000 jatos particulares por evento.

Essa pressão sobre a oferta resulta em custos elevados. Além do valor do fretamento, taxas especiais de terminais privados no aeroporto (FBOs) podem acrescentar até US$ 40 mil (R$ 217 mil, na cotação atual) apenas para pouso e serviços em aeronaves de grande porte. Os altos custos refletem gastos extras com equipe, hotelaria e logística, além da escassez de vagas em pátios durante o período.

Quanto custa fretar um jatinho?

Os preços variam conforme o tipo de aeronave, rota, lotação e período. Tarifas por hora incluem o retorno vazio da aeronave, o que pode dobrar o custo final do voo. Por exemplo, um jato midsize com tarifa de US$ 5 mil (R$ 27 mil) por hora pode chegar a US$ 20 mil (R$ 108 mil) em uma viagem de duas horas, considerando ida e volta sem passageiros. Atrasos, reabastecimento e troca de aeronave por problemas técnicos também podem encarecer o serviço.

Vantagens e restrições do fretamento

Entre as vantagens estão o uso de aeroportos privados e terminais executivos, que reduzem em até duas horas o tempo de solo, além do acesso a aeroportos próximos aos estádios e hotéis. Essa flexibilidade facilita deslocamentos turísticos e conexões para eventos. Contudo, há ressalvas importantes. A Forbes alerta para limitações de bagagem em aeronaves menores, alcance real inferior ao divulgado, ausência de toalete em alguns modelos e custos adicionais com Wi-Fi, catering e comissários.

Desafios do calendário e recomendações

O calendário do Mundial apresenta desafios logísticos, com jogos marcados entre 4 e 19 de julho, em locais que podem estar longe entre si. Algumas seleções precisarão cruzar o país para participar das partidas, tornando o fretamento uma opção mais atraente, mas exigindo planejamento detalhado de aeroportos e horários de tripulação.

Durante períodos de pico, cancelamentos podem implicar multas de até 100%, incluindo para voos de ida e volta. Tarifas de evento podem ser cobradas após a reserva, sem possibilidade de cancelamento. Passageiros também assumem responsabilidade por danos às aeronaves e podem enfrentar cobranças adicionais, como uso de internet a bordo.

Especialistas recomendam trabalhar com corretores experientes, que possam oferecer aeronaves reservas e negociar condições mais flexíveis. Alternativas como programas de “jet card” e cotas fracionadas podem ajudar, embora também tenham restrições em grandes eventos como a Copa do Mundo.

Para quem deseja acompanhar todos os jogos, o custo de fretar um jato na Copa 2026 pode variar bastante, dependendo das estratégias logísticas e do perfil da viagem. Mais detalhes sobre os custos e dicas de contratação estão disponíveis na matéria da Globo.

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