Recentes relatos nas redes sociais revelam que golpistas estão usando inteligência artificial para criar fotos falsificadas de refeições supostamente estragadas ou infestadas, visando obter reembolsos ilegais em plataformas como Uber Eats e DoorDash em Londres. A prática amplia uma tendência de fraudes digitais que inclui desde pedidos falsos de ajuda financeira até a personificação de pessoas por meio de recursos artificiais.
Manipulação de imagens ameaça processos de reembolso
Imagens alteradas mostram desde bolos derretidos até insetos sobrepostas na comida, com um nível de realismo capaz de enganar análises rápidas. O jornal britânico The Times destacou que essas ferramentas geram evidências fotográficas convincentes, dificultando a verificação por parte das plataformas de delivery.
Uber Eats e DoorDash não divulgaram detalhes sobre seus procedimentos de checagem de imagens, segundo contatos feitos pelo The Washington Post. Na prática, muitos pedidos de reembolso acabam sendo aceitos sem investigações aprofundadas, facilitando o ciclo de fraudes.
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Fraudes escancaradas nas redes sociais
Nos ambientes virtuais, alguns fraudadores demonstram pouco constrangimento ao exibir suas atividades. No X, um usuário publicou que havia editado a foto de um hambúrguer para receber o reembolso, enquanto outro utilizou Photoshop para modificar a aparência de uma coxa de frango, o que rendeu US$ 26,60 após um pedido de desculpas do suporte.
As postagens geraram reações negativas, destacando o impacto dessas fraudes sobre os restaurantes, que muitas vezes arcariam com prejuízos, e ressaltando que tais golpes configuram crimes no Reino Unido e nos Estados Unidos. Especialistas alertam que os sistemas automáticos de reembolso ainda são vulneráveis, incentivando a repetição de fraudes que prejudicam pequenos negócios e empresas.
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IA também é usada por entregadores para fraudes
O uso indevido da inteligência artificial não se limita aos clientes. No mês passado, um entregador da DoorDash enviou uma imagem gerada por IA como prova de entrega, mesmo após o cliente perceber a fraude. Esses casos mostram um risco crescente de aplicações maliciosas de tecnologia no setor de entregas.
Estudos indicam que pessoas sem treinamento específico têm dificuldade em distinguir fotos reais de imagens geradas por IA, o que pode dificultar ainda mais a identificação de fraudes no futuro. A evolução dessas ferramentas exige um olhar atento e melhorias nos processos de checagem por parte das plataformas.
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