Brasil, 3 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Estudante da Bahia é aprovada em 7 universidades dos EUA

A história de Maria Clara Dutra, uma estudante de 19 anos da Bahia, é um exemplo de determinação e resiliência. Ela conseguiu a aprovações em sete universidades norte-americanas, um feito notável que começou com uma simples curiosidade. O sonho de estudar fora do Brasil começou quando assistiu a um vídeo sobre o processo de admissão em universidades dos EUA. Essa descoberta mudou sua vida e lhe deu o impulso necessário para buscar oportunidades que nunca havia imaginado em sua cidade natal, Itarantim.

Preparação para um sonho internacional

Formada pelo Colégio Estadual de Tempo Integral Adinália Pereira de Araújo, Maria Clara concluiu o ensino médio em 2023. Desde o início de sua jornada acadêmica, a preparação para vestibulares no exterior exigiu esforço, pesquisa e suporte contínuo da família e da escola. “Era uma coisa que eu nunca tinha visto na minha cidade ou na região. Era algo muito distante para mim”, compartilhou Maria Clara.

Ela começou a se informar sobre o processo de admissão em universidades, dedicando-se a assistir vídeos e relatos de estudantes que haviam conseguido aprovação. A jornada exigiu que ela se inscrevesse em diversas universidades, resultando em aprovações em áreas como Engenharia Aeroespacial, Engenharia Mecânica e Matemática, até decidir pelo curso de Engenharia de Computação, área que despertou mais sua paixão. “É um país muito forte nessa área, com muitas oportunidades em grandes empresas e centros de tecnologia”, explicou.

Descomplicando o complexo processo de seleção

Diferentemente do vestibular brasileiro, o processo de seleção para universidades americanas considera diversos critérios. Ao lado das notas escolares a partir do 9º ano, Maria Clara precisou realizar o Scholastic Assessment Test (SAT), uma prova de proficiência em inglês, além de enviar cartas de recomendação, listar atividades extracurriculares, prêmios e escrever redações pessoais que explicassem sua trajetória e ambições. O processo de candidatura levou cerca de um ano e exigiu dedicação intensa.

Desafios e superações

A preparação acadêmica para o SAT e o Test of English as a Foreign Language (TOEFL) começou cerca de quatro anos antes da aplicação. Durante esse tempo, Maria Clara focou em manter boas notas, participar de olimpíadas e fortalecer seu currículo. Apesar de ter sido aprovada em universidades brasileiras, a jovem preferiu não se matricular, pois seu coração estava definido para estudar fora.

Foi necessário comprovar sua fluência em inglês, e, para isso, Maria Clara fez um curso preparatório específico para o TOEFL. Ela ressalta que, para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), não teve preparação direcionada, pois seu foco era totalmente voltado para as provas do exterior.

A escolha da Augustana University

Maria Clara escolheu a Augustana University, localizada em Dakota do Sul, levando em consideração vários fatores importantes. O curso de Engenharia de Computação, a tranquilidade do estado e a alinhamento da universidade com seus valores religiosos foram determinantes. “A Augustana é uma faculdade cristã, e isso foi importante para mim, porque sou católica”, enfatizou.

Além disso, a estudante recebeu uma bolsa de estudos que cobre integralmente a anuidade do curso, embora as despesas com moradia, alimentação e materiais acadêmicos fiquem sob responsabilidade de sua família. Ela também obteve ofertas de outras instituições, como a Stetson University e a Loyola University, mas decidiu pela Augustana.

A importância do apoio da escola

O apoio de seu colégio e do diretor, Amisson Nunes, foi fundamental para a conquista de Maria Clara. Ele e os professores auxiliaram em todo o processo de inscrição nas olimpíadas, envio de documentos e cartas de recomendação. Maria Clara participou da Olimpíada Brasileira de Astronomia, da Olimpíada Canguru de Matemática e da Olimpíada Nacional de Ciências, conquistando várias medalhas e menções honrosas. “Sempre tive muito apoio, eles sempre acreditaram em mim”, disse a estudante.

Maria Clara Dutra torna-se um símbolo de que o sonho de estudar fora é possível, mesmo para aqueles que vêm de escolas públicas em regiões menos favorecidas. Sua história inspira muitos jovens a seguirem seus objetivos, provando que com dedicação e apoio, é possível conquistar o mundo.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes