Ao olhar para o Brasil de 2026, somos tomados por sentimentos contraditórios: por um lado, a certeza de avanços conquistados, como o SUS, referência mundial em saúde pública; por outro, a percepção de retrocessos em ética, polarização política e questões institucionais. Como superar esse momento, sem perder a esperança?
O sentimento difuso na sociedade brasileira
Atualmente, há um sentimento de desânimo generalizado: a sensação de que cuidar da própria vida é suficiente, pois o esforço pelo bem comum parece sem valor. “O ‘leve vantagem você também’ se tornou norma”, diz o autor, alimentado pela ausência de exemplos de lideranças confiáveis e responsáveis. Essa postura gera um cansaço moral e uma retração cívica silenciosa, na qual cada um protege seu espaço diante de um horizonte cada vez mais limitado.
Esperança: realismo, substância e ousadia
Para o autor, a palavra “esperança” perdeu força, vista por muitos como ingênua ou retórica. Mas, sem ela, o caminho fica bloqueado. Ele diferencia esperança de ilusão: enquanto a ilusão anestesia, a esperança exige. Ela precisa de conteúdo, realismo e ousadia, que se transformem em objetivos coletivos capazes de mobilizar a sociedade na construção de um país de que orgulhar-se.
O papel das lideranças e o exemplo de figuras históricas
Na sua reflexão, o que se espera de líderes — políticos, empresariais ou institucionais — não é perfeição, mas propósito. Pessoas capazes de pensar além do curto prazo, resistir às tentações de popularidade e agir com visão de longo prazo. Como citou a série dinamarquesa “Borgen”, a política é marcada por uma tensão constante entre convicção e pragmatismo, mas o desejo de fazer o melhor para o país deve prevalecer.
Exemplos de visão de grandeza
O texto também lembra a figura de Charles de Gaulle, que tinha clareza de seu papel histórico e projetou a grandeza da França. Sua trajetória mostra que países precisam de uma noção compartilhada de responsabilidade e ambição, não de arrogância, para se desenvolverem e superarem derrotas.
Ambição coletiva e o futuro do Brasil
Para o autor, falta ao Brasil uma nova grandeza, um desejo real de que seja uma das melhores democracias e sociedades do mundo na qualidade de suas instituições, economia, ciência, cultura e oportunidades. Reastruturar o país depende de lideranças inspiradoras e de uma sociedade que exija e ofereça mais de si mesma.
Construindo um futuro com esperança
O texto conclui que as escolhas de 2026 serão decisivas, pois revelam quem somos e até onde estamos dispostos a ir. Reconhece-se que não é possível controlar todos os resultados, mas sim fazer escolhas fundamentadas na busca por um país mais grandioso e justo. Se este ano ajudar na reconstrução de um horizonte de esperança verdadeira, a expectativa de um Brasil melhor terá fundamento, e não será mera ilusão.
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