Brasil, 3 de janeiro de 2026
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Controvérsias marcam o primeiro dia de Mamdani como prefeito de Nova York

O recém-empossado prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, está no centro de uma controvérsia política e internacional logo em seu primeiro dia de mandato. Com uma postura que afeta a política americana e suas relações exteriores, a decisão de retirar a definição IHRA de antissemitismo e permitir o boicote a Israel gerou reações acaloradas, incluindo críticas diretas do Ministério das Relações Exteriores de Israel.

A crítica de Israel ao novo prefeito

Na sua conta oficial do Twitter, o ministério escreveu: “No seu primeiro dia como prefeito de Nova York, Mamdani mostra seu verdadeiro rosto: ele elimina a definição IHRA de antissemitismo e levanta restrições ao boicote a Israel. Isso não é liderança. É gasolina antissemita em um fogo aberto.” Essa afirmação enfatiza a gravidade que as autoridades israelenses atribuem às mudanças na política da cidade em relação a Israel.

Um novo começo com promessas ousadas

Mamdani, que iniciou seu mandato logo após a meia-noite do Réveillon, pertence a uma nova geração de líderes democratas e socialistas. Aos 34 anos, ele assumiu compromissos significativos durante sua campanha, como a implementação de creches gratuitas e transporte público acessível, que serão financiados, em parte, por maiores impostos sobre empresas e ricos. O desafio agora é equilibrar essas promessas com as expectativas de diversas comunidades da cidade.

Reações no âmbito doméstico

As críticas a Mamdani não se limitam a Israel. Grupos de defesa dos direitos civis judeus nos EUA expressaram seu descontentamento com a remoção de postagens relacionadas ao combate ao antissemitismo em sua conta oficial @NYCMayor, pouco após ele assumir o cargo. Os defensores argumentam que essa mudança pode enviar sinais equivocados em um momento sensível, levantando preocupações sobre a segurança e bem-estar da comunidade judaica em Nova York.

Mamdani se defende

Em resposta a essas acusações, Mamdani tem repetido que seus comentários sobre Israel não são antissemíticos, mas sim fundamentados em preocupação com os direitos humanos. Ele se comprometeu a proteger a comunidade judaica de Nova York e a se manter firme em suas opiniões sobre políticas do Oriente Médio. Seus suportes a uma maior solidariedade com a comunidade judaica foram reiterados durante sua cerimônia de posse, onde ele fez uma referência à diversidade cultural da cidade, dizendo: “Onde mais um garoto muçulmano como eu poderia crescer comendo bagels e lox todo domingo?”

Envolvimentos complexos

Apesar de suas tentativas de diálogo, Mamdani se posiciona firmemente a favor do desinvestimento em títulos para pressionar Israel e expressou sua visão de que Israel não deveria existir como um “estado judeu”. Essas posições têm alimentado uma desconfiança persistente da parte de autoridades israelenses, como demonstrado pela reação de Sharren Haskel, vice-ministra das Relações Exteriores de Israel, que considerou sua eleição “profundamente preocupante”. O Ministro do Patrimônio, Amichai Eliyahu, também criticou os apoiadores de Mamdani, acusando-os de apoiar o antissemitismo nos EUA.

Perspectivas futuras

O início tumultuado do mandato de Mamdani já está levantando questões sobre como sua administração irá lidar com a diversidade da população de Nova York e os desafios de unir diferentes comunidades e opiniões conflitantes. Os próximos passos e decisões do novo prefeito determinarão não apenas seu futuro político, mas também a posição de Nova York em questões internacionais delicadas.

Conforme a situação evolui, o povo nova-iorquino aguarda ansiosamente para ver como Mamdani, um dos prefeitos mais jovens e progressistas da história de Nova York, navegará por essas águas políticas complexas.

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