Brasil, 2 de janeiro de 2026
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TCU negocia resposta à possível liminar para reverter liquidação do Master

Em plena fase de recesso, membros do Tribunal de Contas da União (TCU) fortaleceram as negociações para contestar uma possível liminar do ministro Jhonatan de Jesus, que buscaria reverter a liquidação do banco Master pelo Banco Central. A estratégia cresceu na semana passada, especialmente com a aproximação de uma acareação determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Recurso na pauta do STF pode suspender a liquidação do banco

Apesar de Jhonatan de Jesus não contar com o apoio da maioria dos ministros do TCU para cancelar a liquidação do Master, uma liminar concedida durante o recesso poderia elevar a crise à esfera nacional. Essa medida, se aprovada, restabeleceria o funcionamento da instituição financeira até o retorno do plenário do STF, previsto para fevereiro de 2026, gerando consequências imprevisíveis.

Intenso movimento entre ministros do TCU

Segundo informações do colunista Lauro Jardim, há a previsão de uma reunião extraordinária no tribunal para deliberar sobre uma liminar. Parte dos ministros, que preferem manter o procedimento tradicional, estaria em franca discussão sobre a possibilidade de derrubada dessa liminar, enquanto outros já enviaram sinais de constrangimento ao falar sobre as diligências determinadas por Jhonatan de Jesus. Essa controvérsia reflete o segredo e a tensão que permeiam o caso.

Debate sobre a acareação e a atuação do BC

Nessa fase, destaque para a acareação marcada para os próximos dias, entre Vorcaro, ex-presidente do BRB, e os representantes do Banco Central, Ailton de Aquino Santos e Paulo Henrique Costa. A reunião, cuja realização foi antecipada pelo Valor Econômico, ocorrerá após o BC entregar ao STF documentos relacionados ao processo de liquidação do Master, que foi motivada por uma fraude de R$ 12,2 bilhões na compra de papeis sem lastro.

Implicações da liquidação e o papel do STF

O caso do banco, inicialmente tramitado na Justiça Federal de Brasília, foi levado ao Supremo pelo ministro Dias Toffoli, que acatou a tese de foro privilegiado devido às menções ao deputado João Carlos Bacelar, do PL-BA. A análise dos documentos pelo órgão técnico do BC, que ocorreu na última segunda-feira (29), deve determinar os próximos passos, incluindo a possível intervenção do relator, Jhonatan de Jesus.

Advogados do banco Vorcaro defendem que o processo seja remetido ao STF pelo foro privilegiado, enquanto ministros se dividem quanto à adoção de medidas extremas, temendo interferências na autonomia do Banco Central e possivelmente prejudicando a imagem do tribunal. A decisão final, que pode incluir a suspensão da liquidação, ainda está sob avaliação, com o cenário político e jurídico bastante tenso.

Enquanto o caso permanece sob sigilo, autoridades e especialistas avaliam que a situação pode impactar não só o setor financeiro, como também a imagem institucional do STF e do TCU, num momento de alta instabilidade política e jurídica no país.

Para acompanhar as últimas atualizações do caso, acesse fonte.

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