Em plena fase de recesso, membros do Tribunal de Contas da União (TCU) fortaleceram as negociações para contestar uma possível liminar do ministro Jhonatan de Jesus, que buscaria reverter a liquidação do banco Master pelo Banco Central. A estratégia cresceu na semana passada, especialmente com a aproximação de uma acareação determinada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Recurso na pauta do STF pode suspender a liquidação do banco
Apesar de Jhonatan de Jesus não contar com o apoio da maioria dos ministros do TCU para cancelar a liquidação do Master, uma liminar concedida durante o recesso poderia elevar a crise à esfera nacional. Essa medida, se aprovada, restabeleceria o funcionamento da instituição financeira até o retorno do plenário do STF, previsto para fevereiro de 2026, gerando consequências imprevisíveis.
Intenso movimento entre ministros do TCU
Segundo informações do colunista Lauro Jardim, há a previsão de uma reunião extraordinária no tribunal para deliberar sobre uma liminar. Parte dos ministros, que preferem manter o procedimento tradicional, estaria em franca discussão sobre a possibilidade de derrubada dessa liminar, enquanto outros já enviaram sinais de constrangimento ao falar sobre as diligências determinadas por Jhonatan de Jesus. Essa controvérsia reflete o segredo e a tensão que permeiam o caso.
Debate sobre a acareação e a atuação do BC
Nessa fase, destaque para a acareação marcada para os próximos dias, entre Vorcaro, ex-presidente do BRB, e os representantes do Banco Central, Ailton de Aquino Santos e Paulo Henrique Costa. A reunião, cuja realização foi antecipada pelo Valor Econômico, ocorrerá após o BC entregar ao STF documentos relacionados ao processo de liquidação do Master, que foi motivada por uma fraude de R$ 12,2 bilhões na compra de papeis sem lastro.
Implicações da liquidação e o papel do STF
O caso do banco, inicialmente tramitado na Justiça Federal de Brasília, foi levado ao Supremo pelo ministro Dias Toffoli, que acatou a tese de foro privilegiado devido às menções ao deputado João Carlos Bacelar, do PL-BA. A análise dos documentos pelo órgão técnico do BC, que ocorreu na última segunda-feira (29), deve determinar os próximos passos, incluindo a possível intervenção do relator, Jhonatan de Jesus.
Advogados do banco Vorcaro defendem que o processo seja remetido ao STF pelo foro privilegiado, enquanto ministros se dividem quanto à adoção de medidas extremas, temendo interferências na autonomia do Banco Central e possivelmente prejudicando a imagem do tribunal. A decisão final, que pode incluir a suspensão da liquidação, ainda está sob avaliação, com o cenário político e jurídico bastante tenso.
Enquanto o caso permanece sob sigilo, autoridades e especialistas avaliam que a situação pode impactar não só o setor financeiro, como também a imagem institucional do STF e do TCU, num momento de alta instabilidade política e jurídica no país.
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