Brasil, 2 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Retorno de Eduardo Bolsonaro ao cargo provoca ironias de aliados de Lula

O recente retorno de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão da Polícia Federal, após ser cassado como deputado, gerou reações ácidas entre os parlamentares aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi anunciada pela PF, e o ato foi assinado pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licínio Nunes de Moraes Netto, datado de 31 de dezembro.

Reações dos parlamentares

O senador Humberto Costa (PT-PE) não perdeu a oportunidade para criticar a situação, afirmando que a decisão simboliza o “fim da mamata bolsonarista”. “A regra é clara: quem não aparece, perde o emprego”, postou em suas redes sociais. Costa não hesitou em condenar a tentativa do bolsonarismo de manipular o Estado em benefício próprio.

Da mesma forma, a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) expressou seu desapontamento pelo retorno de Eduardo, argumentando que ele havia passado anos afastado para atacar a democracia e desmoralizar instituições. Petrone qualificou a ação da PF como um escárnio e um absurdo.

A deputada federal Erika Kokay também ironizou a decisão, comentando: “Vai ter que trabalhar. Sem mandato e sem temporada nos EUA. Eduardo Bolsonaro de volta ao expediente. Será que ainda sabe bater ponto?”. Essas declarações refletem o clima de mockery que permeia a discussão política em torno do ex-deputado.

A decisão da PF e suas implicações

A decisão da PF de reintegrar Eduardo ao cargo menciona que o retorno é para fins “exclusivamente declaratórios e de regularização da situação funcional”. Eduardo voltará a exercer suas funções na Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis (DPF/ARS/RJ), onde será supervisado pelo delegado Clayton Lúcio Santos de Souza. Contudo, o documento destaca que a ausência injustificada dele poderá resultar em “providências administrativas e disciplinares cabíveis”, revelando a possibilidade de mais turbulências à frente.

Eduardo teve seu mandato como deputado federal cassado pela Mesa Diretora da Câmara no último dia 18 de dezembro, uma decisão tomada com base em sua falta de comparecimento às sessões deliberativas. A decisão, portanto, reflete não apenas questões administrativas, mas também políticas, considerando a notoriedade do ex-parlamentar diante da opinião pública.

Processos administrativos em andamento

Ao longo do último ano, a relação de Eduardo Bolsonaro com a Polícia Federal se deteriorou, resultando em diversos processos administrativos disciplinares. Em setembro de 2025, a PF abriu uma investigação a respeito de sua atuação nos Estados Unidos, onde, segundo relatos, ele teria feito lobby para a imposição de sanções contra autoridades brasileiras. Esta questão trouxe à tona uma série de polêmicas, principalmente relacionadas às ameaças públicas que ele fez a delegados federais. Eduardo já havia sido alvo de um processo administrativo no início do ano por críticas direcionadas ao delegado Fábio Shor, responsável por inquéritos que envolviam seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Após uma série de ataques à corporação, a PF manifestou sua intenção de adotar todas as providências legais necessárias. O clima de hostilidade entre Eduardo e a PF levanta questões sobre a instabilidade que sua reintegração pode causar, tanto no ambiente institucional quanto na narrativa política atual.

Eduardo Bolsonaro e a posição no STF

Além de sua cassação na Câmara, Eduardo Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, onde há alegações de que sua permanência nos EUA busca pressionar e intimidar membros da corte. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncias que enfatizam a gravidade das ações do ex-deputado, que, segundo informações recebidas, articulou para que sanções fossem impostas ao Brasil.

As tensões políticas em torno de Eduardo Bolsonaro não devem diminuir com seu retorno à PF. O clima pesado entre seus aliados e opositores estabelece um cenário de incertezas, onde as reações e protestos poderão intensificar-se nos próximos dias.

As reações à decisão da Polícia Federal refletem as divisões profundas no cenário político brasileiro, evidenciando como ações de figuras públicas como Eduardo Bolsonaro influenciam o debate e a percepção coletiva sobre as instituições. À medida que a situação evolui, ficará claro o impacto de seus atos sobre seu futuro e o da política brasileira em geral.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes