Brasil, 2 de janeiro de 2026
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Polícia investiga bombeiro do DF por racismo contra médica

A Polícia Civil do Distrito Federal (DF) iniciou uma investigação sobre um bombeiro militar que utilizou termos racistas em mensagens de grupo, referindo-se à médica negra Rithiele Souza como “macaca”. O caso veio à tona após a médica relatar uma experiência constrangedora em uma abordagem policial, que gerou um vídeo amplamente compartilhado nas redes sociais.

Contexto do caso

Rithiele Souza, em um vídeo que se tornou viral, descreveu como foi abordada de forma excludente por policiais quando chegava em sua casa. Segundo ela, os policiais questionaram se o carro era realmente seu e mudaram drasticamente o tom da conversa após ela identificar-se como médica. “Fiquei constrangida. A primeira pergunta foi: ‘Desce do carro, o que você está fazendo aqui?’” narrou Rithiele à TV Globo. Depois de se apresentar como médica, a abordagem se tornou pacífica.

Repercussões nas redes sociais

O vídeo causou uma onda de comentários nas redes sociais, gerando tanto apoio quanto críticas à postura da médica. Infelizmente, ele também atraiu a atenção negativa. Rithiele foi informada por um colega da mesma corporação que mensagens depreciativas estavam sendo trocadas em um grupo de WhatsApp de bombeiros. Um dos comentários mais ofensivos, “a macaca quis meter a carteirada. Parabéns, policiais do DF”, chocou a comunidade e a própria médica.

A reação da médica e instituições

“Fiquei muito triste, ainda sigo meio estarrecida. É uma pauta ainda muito sensível. Não é a primeira vez que eu sofro racismo”, revelou Rithiele em entrevista. Com o apoio de um advogado, ela registrou um boletim de ocorrência, e o caso agora é objeto de investigação pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). A médica também expressou seu sentimento de exposição e indefesa frente a situações de racismo.

A posição da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros

Em resposta ao caso, a Polícia Militar do DF afirmou que suas abordagens não fazem distinção entre raça, profissão, ou qualquer outro aspecto. Em uma nota, a corporação ressaltou que as ações policiais visam garantir a segurança da população e são realizados de forma igualitária. No entanto, destacou que não se responsabiliza por condutas pessoais não atribuídas aos seus membros.

Do outro lado, o Corpo de Bombeiros do DF declarou que ainda não havia sido notificado oficialmente sobre as ocorrências e que uma investigação interna seria acionada assim que recebesse a comunicação formal. Além disso, enfatizou que não possui controle sobre grupos de aplicativos de mensagens, afirmando que tais discursos de ódio não refletem seus valores institucionais.

A luta contra o racismo no Brasil

O caso de Rithiele ilustra a realidade do racismo institucional e cotidiano enfrentado por muitos brasileiros, especialmente em profissões que exigem autoridade, como a de médico ou policial. Em um país onde a consciência social sobre racismo ainda é um tema delicado e muitas vezes negado, incidentes como este ressaltam a urgência de um diálogo mais amplo e profundo sobre igualdade e respeito.

A sociedade brasileira precisa continuar a combater o racismo em todas as suas formas, incentivando a denúncia e promovendo a educação e a inclusão. A discussão sobre a responsabilidade de instituições públicas e privadas também é essencial para garantir que eventos como este não se repitam. O caso de Rithiele Souza não é apenas uma questão individual, mas sim um chamado à reflexão e à mudança necessária em nossa sociedade.

Enquanto a investigação segue, a esperança é de que mais pessoas encontrem coragem para falar e denunciar como a médica Rithiele, promovendo assim um espaço mais seguro e respeitoso para todos os cidadãos, independentemente de sua raça ou origem.

Para mais informações sobre o caso, acesse a notícia completa.

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