Brasil, 2 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Polícia Federal cumpre prisão de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) protocolou, na tarde desta sexta-feira (2), uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) informando ao ministro Alexandre de Moraes sobre a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A detenção ocorreu em Ponta Grossa, Paraná, e é o resultado de descumprimento de medidas cautelares que haviam sido impostas a Martins.

Contexto da prisão de Filipe Martins

A detenção de Filipe Martins foi realizada por volta das 6h30, na central de Ponta Grossa, e foi acompanhada por sua esposa e advogado durante as diligências. Martins estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro, usando tornozeleira eletrônica, quando violou as condições ao utilizar redes sociais, algo que, segundo Moraes, demonstrou um total desrespeito às normas e instituições democráticas.

Decisão de Alexandre de Moraes

Na decisão que determinou a prisão, Alexandre de Moraes ressaltou que não há dúvidas sobre o descumprimento das medidas cautelares. Ele destacou que a própria defesa reconheceu o uso das redes sociais pelo acusado, afirmando que não era pertinente a alegação de que as plataformas eram utilizadas para fins de “preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa”.

O ministro considerou que, ao usar as redes sociais, Martins não apenas infringiu as medidas impostas, mas também ofendeu o ordenamento jurídico. Antes da prisão, Moraes havia solicitado explicações à defesa sobre o uso da conta no Linkedin do ex-assessor, advertindo que, caso houvesse descumprimento, a prisão preventiva seria decretada.

Repercussão e defesa de Filipe Martins

A prisão de Filipe Martins gerou reações acaloradas. O advogado, Jeffrey Chiquini, declarou em um vídeo que Martins é um “preso político” e se disse preocupado com a repressão política no Brasil. Em suas palavras, ele afirmou: “Fato é que hoje Alexandre de Moraes colocou em prática aquilo que ele deseja desde 2019. Filipe Martins é oficialmente um preso político, mais um perseguido por esse regime autoritário que se instalou no Brasil. Mas não vamos jogar a toalha, vamos continuar lutando, lutando por justiça e por liberdade”.

Apoio da família e aliados

Após a prisão, a família de Filipe Martins e seus aliados políticos manifestaram apoio ao ex-assessor. Carlos Bolsonaro, um dos filhos do ex-presidente, se pronunciou em defesa de Martins, afirmando que sua prisão foi “ilegal” e que está passando por uma situação injusta. A reação reflete a polarização política que permeia o cenário brasileiro.

Testemunhos de apoio e críticas à decisão

Além do apoio familiar, as redes sociais foram inundadas por comentários tanto de apoio a Martins quanto de apoio à decisão de Moraes. Alguns internautas criticaram a utilização das redes sociais para fins políticos, enquanto outros defenderam Martins como vítima de uma perseguição política injustificada.

O que vem a seguir?

A Primeira Turma do STF deve julgar, a partir da próxima terça-feira (8), os réus do núcleo 2 da trama golpista, incluindo Filipe Martins. O caso gerará um intenso debate no cenário político e jurídico do Brasil, refletindo as tensões atuais entre os diferentes grupos políticos.

A prisão de Filipe Martins levanta importantes questões sobre os limites da liberdade de expressão no Brasil e a interpretação das medidas cautelares impostas pela Justiça. A situação continua a evoluir, com expectativa de mais desenvolvimentos nos próximos dias.

Source link

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes