Brasil, 2 de janeiro de 2026
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Perspectivas econômicas de 2026: confiança, juros e investimentos

Os indicadores econômicos de 2025 apontam para uma estabilidade relativa, com sinais de melhora na confiança empresarial e expectativas de queda de juros em 2026. Especialistas avaliam esse cenário como positivo, apesar dos desafios políticos e fiscais previstos para o próximo ano.

Estagnação do ICE e confiança empresarial

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado a partir de indicadores setoriais, saiu de 95,9 pontos em dezembro de 2024 para cerca de 90 pontos, posição que mantém desde setembro. A divergência entre componentes do índice revela uma estabilidade na percepção da situação atual, enquanto as avaliações para o futuro têm mostrado sinais de melhora. Segundo Tobler, coordenador da pesquisa na FGV/Ibre, essa mudança indica um possível ponto de virada na confiança dos empresários.

Sinal de recuperação na percepção do setor

Dados da pesquisa Firmus, do Banco Central, também apontam para uma recuperação das expectativas, com aumento na porcentagem de empresas que consideram a economia neutra e redução na percepção de potencial negativa, refletindo um cenário mais equilibrado para 2026.

Alívio nos juros e atividade econômica

Rodolpho Tobler destaca que a expectativa de redução na taxa Selic, atualmente em 15%, deve impulsionar a atividade econômica, estimulando o consumo e investimentos. Ele reforça que a indústria, mais sensível às condições de crédito, deve se beneficiar dessa queda de juros, contribuindo para um crescimento sustentável no próximo ano.

Demanda aquecida e setor de consumo

Executivos de setores que atendem diretamente ao consumidor, como Espaçolaser, Amazon e Taco Bell, indicam que a demanda permanece firme, impulsionada por aumento de recursos na economia e maior confiança no mercado de trabalho.

Expectativas de crescimento e novas categorias

Gustavo Ambar, da Whirlpool, vê uma retomada no consumo de eletrodomésticos, apoiada pela renovação do parque instalado e expansão de categorias como fornos e lava-louças. A inovação e a entrada de novas linhas de produtos também são apontadas como estratégias para fortalecer o setor.

Expansão e estratégias das companhias

O objetivo da Taco Bell é ampliar sua presença no Brasil até 2030, com uma meta de 200 unidades, integrante da estratégia de expansão internacional da Yum Brands. A Copa do Mundo de 2026, nos EUA, México e Canadá, é vista como um evento que potencializará o consumo no setor de fast food.

Investimentos e inovação no setor de energia e mineração

A Shell mantém seu otimismo com o cenário brasileiro, mesmo diante do cenário internacional de preços baixos e insegurança regulatória. A empresa reforça seu foco na eficiência operacional e projeta continuidade na produção de petróleo e gás, além de investimentos em biocombustíveis e no novo marco regulatório para o setor.

Inauguração de projeto e preocupações fiscais

A Anglo American celebra a inauguração de uma usina de filtragem de rejeitos no Minas-Rio, que promete reduzir em 85% o envio de resíduos às barragens. Porém, expressa preocupação com o impacto da Reforma Tributária e a criação do Imposto Seletivo sobre minério de ferro, que pode afetar sua competitividade.

Setor de tecnologia e transporte mantém otimismo

A Uber planeja expandir seus serviços segmentados em 2026, mesmo com o cenário político e econômico instável, apostando na digitalização e na regulamentação do trabalho por aplicativos, que deve ser discutida em breve no Congresso Nacional.

Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil, reforça que o foco da companhia será ampliar ofertas e melhorar a experiência do cliente, aproveitando o crescimento do comércio eletrônico no país, apoiado pela ampliação da rede logística e inovação nos produtos.

Para Silvia Penna, da Uber, o destaque será na oferta de serviços cada vez mais segmentados, garantindo crescimento sustentado mesmo diante de eventuais turbulências internacionais e domésticas. A perspectiva é de continuidade na consolidação do mercado de mobilidade em 2026.

Fonte: O Globo – Economia

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