Recentemente, Teresina conquistou as atenções do público ao ser destacada no programa Giro Nordeste, da Rede Globo. A capital piauiense é a única no Brasil a abrigar uma floresta fóssil no seu centro, uma curiosidade que surpreende e encanta tanto moradores quanto visitantes. Localizada na Zona Leste da cidade, essa floresta possui mais de 15 hectares e está situada às margens do Rio Poti, que também é um símbolo da beleza natural da região.
A floresta fóssil e sua importância
As árvores da floresta fóssil de Teresina datam de mais de 280 milhões de anos, tornando-se uma verdadeira cápsula do tempo que revela a história geológica da região. O parque que abriga essas árvores fossilizadas foi recentemente renomeado em homenagem à arqueóloga Niède Guidon, cujo trabalho tem sido fundamental para a preservação do patrimônio histórico local.
Além de ser um atrativo turístico, a floresta também desempenha um papel crucial na educação ambiental. O educador ambiental Maurício Chaves explica que o parque realiza diversas atividades voltadas para a conscientização e preservação do meio ambiente. “A gente realiza passeios radicais para a educação ambiental, como cicloturismo, caiaque, rapel e escalada. Tudo dentro da zona urbana da cidade”, destaca Chaves.
Atividades disponíveis para os visitantes
O parque não é apenas um espaço para admirar as árvores fossilizadas, mas também um local onde os visitantes podem se conectar com a natureza por meio de atividades ao ar livre. Os passeios de caiaque no Rio Poti oferecem uma perspectiva única do local, enquanto o cicloturismo permite explorar a beleza natural e a cultura urbana de Teresina. A visão das árvores fossilizadas, misturada à experiência do lazer na água e à emoção das escaladas, proporciona um dia cheio de educação e aventura.
Conservação e futuro do parque
A preservação da floresta fóssil é essencial não apenas para manter a biodiversidade local, mas também para garantir que futuras gerações possam conhecer essa herança natural. O trabalho da equipe do parque é contínuo e abrange desde a conservação das árvores até a realização de eventos que promovem a educação ambiental e o turismo sustentável. “Nosso objetivo é tornar o parque um exemplo de como podemos viver de forma harmônica com a natureza, mesmo em meio à urbanização”, afirma Maurício Chaves.
A floresta fóssil também se destaca como um ponto de encontro para eventos culturais e educativos, permitindo que a comunidade local participe ativamente da conservação e valorização do ambiente natural. O acesso gratuito ao parque torna-o ainda mais atrativo, permitindo que todos tenham a oportunidade de conhecer e aprender sobre essa maravilha da natureza.
Reconhecimento e visibilidade
O destaque no programa ‘Nordeste, Meu País’ contribui significativamente para a visibilidade do parque e, consequentemente, para o turismo na região. A cobertura na mídia é uma oportunidade valiosa para que mais pessoas conheçam Teresina e a riqueza de suas atrações naturais. Isso pode resultar em um aumento no número de visitantes, o que é benéfico para a economia local e para a promoção de práticas de turismo sustentável.
Em resumo, a floresta fóssil de Teresina não é apenas um patrimônio natural; é um espaço de educação, aventura e conservação. O reconhecimento recebido no programa da Rede Globo é um passo importante na valorização do local e na conscientização sobre a necessidade de proteger o meio ambiente. Assim, a cidade se destaca como um exemplo de como é possível unir natureza e urbanização de maneira harmoniosa e educativa.

