No contexto do Jubileu das Equipas Sinodais, celebrado em 2025, o Papa Leão XIV fez um chamado significativo para a construção de uma Igreja totalmente sinodal, ministerial e voltada para o serviço ao mundo. Este evento, que marca um período de celebração e reflexão, foi iniciado pelo Papa Francisco e se conclui sob a liderança de Leão XIV, que destaca a importância da unidade e da caminhada conjunta da Igreja e da humanidade.
O significado da sinodalidade
O conceito de sinodalidade, como revelou Leão XIV em sua homilia durante a Missa do dia de Natal, está profundamente enraizado na ideia de “caminhar juntos”. “Eis o caminho da missão: um caminho em direção ao outro”, disse o Papa. Esta visão é uma continuação do trabalho iniciado pelo Concílio Vaticano II, que enfatizou a importância de cada membro da Igreja no diálogo e na participação ativa na comunidade.
Na recente Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro”, o Papa reiterou que a sinodalidade representa uma das principais oportunidades para os sacerdotes do futuro. Em uma Igreja que se torna cada vez mais sinodal e missionária, ele defende que a identidade ministerial dos sacerdotes não apenas se mantém, mas pode se aprofundar à medida que se dedicam mais a suas responsabilidades e ao serviço comunitário.
A importância das Equipas Sinodais
Durante o Jubileu, Leão XIV exortou as Equipas Sinodais a ajudar na compreensão de que, na Igreja, antes de qualquer diferença, todos são chamados a buscar Deus juntos. Ele enfatizou que estas equipas são uma imagem da Igreja viva na comunhão, onde o diálogo e a escuta do Espírito são essenciais para a edificação de uma comunidade acolhedora.
“Comprometamo-nos a construir uma Igreja que não se fecha em si mesma, mas permanece à escuta de Deus”, declarou o Papa, reafirmando o convite à união e à colaboração entre todos os membros da Igreja. Essa abordagem inclusiva e acolhedora é fundamental para o crescimento espiritual da comunidade e para a missão evangelizadora da Igreja.
Advogando pela conversão nas relações e processos
Leão XIV também destacou a necessidade de conversão nas relações e nos processos dentro da Igreja, uma proposta crucial apresentada no Documento Final da segunda sessão da XVI Assembleia Sinodal. A mudança das dinâmicas tradicionais em direção a uma estrutura mais colaborativa e participativa é essencial para enfrentar os desafios contemporâneos e para revitalizar a missão da Igreja no mundo.
Desde seu primeiro mês de pontificado, Leão XIV enfatizou que Deus criou o mundo para que estivéssemos juntos, e que a sinodalidade deve ser percebida como uma responsabilidade coletiva. A sinodalidade é um apelo à unidade e ao acolhimento, características indispensáveis para um ministério sacerdotal que se reinventa e se torna mais relevante para as necessidades atuais da sociedade.
Implementação das diretrizes sinodais em 2026
O ano de 2026 será decisivo para a implementação das conclusões do Sínodo. Segundo a Secretaria Geral do Sínodo, diversas assembleias estão programadas, começando pelas igrejas locais até a Assembleia Eclesial de 2028 em Roma. Este processo destina-se a garantir que as lições aprendidas e as diretrizes estabelecidas pelo Jubileu possam ser efetivamente traduzidas em práticas concretas dentro da vida da Igreja.
As assembleias de avaliação nas dioceses e conferências episcopais nacionais e internacionais, programadas para 2027, proporcionarão uma oportunidade para refletir sobre o impacto das orientações sinodais e ajustar as abordagens conforme necessário, assegurando que a missão da Igreja continue a evoluir e se adaptar às realidades contemporâneas.
A implementação das conclusões do Documento Final do Sínodo é um chamado à ação e à responsabilidade de cada membro da Igreja, visando construir um futuro mais sinodal e inclusivo. A jornada começou, e a colaboração entre as comunidades será a chave para o sucesso desse ambicioso projeto.
Assim, o Papa Leão XIV nos convida a sonhar e criar uma Igreja que se humilha para servir, que se abre para ouvir e que se dedica ao acolhimento de todos. A sinodalidade, conforme afirmado, não é apenas um conceito, mas um caminho vital que cada cristão é chamado a trilhar, na busca incessante por Cristo e na missão de ser luz no mundo.
Laudetur Iesus Christus
