O recente episódio de fortes chuvas que afetaram o Oeste Paulista entre os dias 1º e 2 de janeiro trouxe à tona questões de infraestrutura e saneamento em Lucélia, São Paulo. A casa de Eduardo Garcia, localizada na Rua Senador Queiroz Filho, ficou completamente alagada, gerando uma série de transtornos para a família.
A situação do alagamento
O alagamento ocorreu na tarde de sexta-feira, por volta das 13h30. Eduardo relatou que essa não é a primeira vez que sua casa enfrenta problemas por conta de chuvas intensas. Ele atribui a situação à instalação de uma lombada em frente à residência e à falta de um sistema de drenagem adequado.
Histórico do problema
“Esse problema vem se arrastando há vários anos. Tenho fotos e vídeos desde 2021 que comprovam a situação. Já solicitei a remoção desse quebra-mola, pois graças a ele nossa casa alaga”, afirmou Eduardo, demonstrando preocupação com a recorrência do problema e a desatenção das autoridades locais.
Segundo dados fornecidos pela Defesa Civil do estado de São Paulo, Lucélia não possui uma estação de medição oficial de chuvas, sendo utilizadas estimativas da cidade de Adamantina. Nos 24 horas anteriores ao incidente, o acumulado de chuvas foi de 30 mm, um volume significativo que contribuiu para agravar a situação dos moradores.
Danos materiais e ações imediatas
Eduardo Garcia registrou o momento em que a água invadiu os cômodos de sua casa. Em um vídeo, é possível ver a rapidez com que a situação se tornou crítica. Embora ainda esteja avaliando os danos, o morador já percebeu problemas nos móveis, em especial os feitos de MDF, que estão começando a inchar.
“Até agora, não conseguimos calcular o prejuízo total. As portas, a geladeira e o balcão que usamos para os serviços de manicure da minha esposa já foram afetados. Tive que elevar a geladeira para evitar mais danos,” relatou.
Busca por soluções
Além dos prejuízos materiais, Eduardo expressou frustração pela falta de resposta dos órgãos públicos. Ele mencionou que já procurou as autoridades para relatar a situação, mas não obteve nenhuma providência até o momento. “Não há um retorno sobre o que pode ser feito para solucionar esse problema recorrente,” acrescentou.
Posicionamento da Prefeitura
A Prefeitura de Lucélia, em nota ao G1, reconheceu a situação difícil enfrentada pelos moradores da Rua Senador Queiroz Filho e outros pontos afetados. Os gestores municipais classificaram as chuvas como “fora do padrão normal”, caracterizando um evento atípico. A administração informou que a Defesa Civil está avaliando os locais prejudicados para entender as causas e planejar as ações necessárias.
Além disso, a prefeitura destacou a importância de realizar uma análise do escoamento das águas pluviais para mitigar os impactos em futuras ocorrências. Contudo, moradores como Eduardo continuam preocupados e esperançosos de que mudanças concretas sejam implementadas para evitar novos alagamentos e proteger seus lares.
Previsão do tempo e próximas ações
Com a previsão de mais chuvas nas próximas semanas, a população de Lucélia teme por novos alagamentos. A determinação por melhorias na infraestrutura de drenagem e saneamento sempre foi uma demanda dos moradores, especialmente quando episódios de chuvas intensas são cada vez mais comuns.
Eduardo, assim como muitos outros, espera que a **Prefeitura de Lucélia** tome medidas efetivas para resolver esta situação. A segurança e o bem-estar da comunidade dependem da eficiência das intervenções nas questões de infraestrutura e saneamento.
Ao final, fica a pergunta para todos: até quando as promessas de soluções irão se fazer apenas de palavras, enquanto vidas e bens continuam sendo danificados pela falta de planejamento adequado? O caso de Eduardo e a cidade de Lucélia é apenas um exemplo de que o diálogo e ações imediatas entre cidadãos e autoridades são essenciais para uma convivência harmônica e segura.


