Brasil, 1 de janeiro de 2026
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Polícia finlandesa apreende navio suspeito de danificar cabo submarino

A polícia finlandesa apreendeu o navio de carga Fitburg, suspeito de causar danos a um cabo submarino de telecomunicações. O incidente ocorreu enquanto a embarcação, que partiu da Rússia, estava a caminho de Israel. As autoridades acreditam que o navio danificou um cabo conectando Helsinque à capital da Estônia, Tallin, pertencente ao grupo de telecomunicações finlandês Elisa.

Operação e detenção da tripulação

Em comunicado, a polícia informou que o navio foi controlado como parte de uma operação conjunta e que 14 membros da tripulação, que são de nacionalidades russa, georgiana, cazaque e azeri, estão sendo detidos. O Fitburg navegava sob a bandeira de São Vicente e Granadinas e, segundo as autoridades, a embarcação estava arrastando seu âncora antes de ser direcionada para águas territoriais finlandesas.

Consequências e provocações no Mar Báltico

O Mar Báltico, que é cercado por oito estados da OTAN e pela Rússia, tem sido o centro das atenções após uma série de interrupções em cabos de energia, comunicação e gasodutos, coincidentemente desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Em resposta a essas tensões, a OTAN intensificou sua presença na região com a mobilização de fragatas, aeronaves e drones navais.

Na quarta-feira, a Estônia também relatou uma interrupção em um segundo cabo de telecomunicações que conecta o país à Finlândia. Contudo, ainda não está claro se esse cabo, que pertence à Arelion, da Suécia, estava em uma rota paralela ao da Elisa. Isso levanta questionamentos sobre a segurança das infraestruturas críticas na região e o potencial para ações maliciosas que possam estar sendo realizadas a partir de navios suspeitos.

Investigação sobre danos e ameaças às telecomunicações

A polícia finlandesa está investigando o caso como dano criminal agravado, tentativa de dano criminal agravado e interferência agravada nas telecomunicações. O governo da Finlândia está monitorando a situação de perto, e o presidente Alexander Stubb declarou que o país está preparado para enfrentar diversos desafios de segurança.

Além do Fitburg, em dezembro passado, a Finlândia havia abordado o petroleiro Eagle S, que também estava ligado à Rússia e havia danificado cabos de energia e várias ligações de telecomunicações na mesma região, arrastando sua âncora.

Em outubro, um tribunal finlandês rejeitou um caso criminal contra o capitão do Eagle S e outros membros da tripulação, alegando que os promotores não conseguiram provar a intenção de causar danos e que qualquer suposta negligência deveria ser tratada pelo estado de bandeira do navio ou pelos países de origem da tripulação. Esta situação ressalta a complexidade jurídica e os desafios enfrentados pelas autoridades ao lidar com incidentes envolvendo infraestruturas estratégicas nas águas do Mar Báltico.

O cenário de tensões na região continua a se intensificar, com as autoridades em alerta máximo em virtude dos acontecimentos recentes. O impacto de qualquer evento relacionado a danos em cabos de telecomunicações pode ser significativo, afetando a comunicação não apenas na Finlândia e na Estônia, mas possivelmente em toda a Europa.

Ao abordar essa questão, a comunidade internacional deve analisar a segurança das rotas marítimas e a proteção das infraestruturas críticas, tendo em vista o potencial de futuras ameaças e a necessidade de respostas proporcionais e eficazes.

Com a apreensão do Fitburg, as implicações desta ação estarão no centro das próximas discussões entre países da OTAN e suas estratégias de segurança para proteger suas fronteiras e interesses no Mar Báltico.

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