Brasil, 7 de fevereiro de 2026
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INSS apura fraude em atendimento da Central 135

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) identificou uma séria irregularidade na empresa Provider Soluções Tecnológicas, responsável pela administração do atendimento da Central 135. De acordo com as investigações, a empresa fraudou indicadores de qualidade com o objetivo de esconder falhas na prestação do serviço, evitando assim sanções financeiras que seriam aplicadas conforme o contrato firmado.

Detalhes da investigação

A empresa Provider enfrenta dois processos administrativos simultâneos, um com base na Lei Anticorrupção e outro na Lei 8.666, que rege as normas sobre licitações. Ambos os processos investigam a execução do contrato que a empresa mantém com o INSS. A fraude foi denunciada através do FALA.BR, uma plataforma de ouvidoria do governo federal que recebe relatos de irregularidades.

Com base nas informações da denúncia, a corregedoria do INSS tomou a decisão de abrir os processos administrativos. No processo que segue a Lei 8.666, a empresa foi penalizada por suas ações. As punições impostas incluem:

  • Suspensão temporária de participação em licitações e proibição de firmar novos contratos com o INSS por dois anos;
  • Multa de R$ 57.214,50, equivalente a 1% do valor mensal atualizado do contrato, que totaliza R$ 5.721.450,04;
  • Ressarcimento de valores pagos pelo INSS, totalizando R$ 467.890,07 em 2024 e R$ 404.915,28 em 2025;
  • Devolução dos valores pagos a maior à Provider entre 20/01/2025 e 20/07/2025, que soma R$ 368.497,22.

A Provider ainda pode interpor recursos em relação a esta decisão, mas a situação já gerou grandes repercussões no setor.

Impactos das fraudes na Central 135

A Central 135, que atualmente possui três unidades de atendimento, localizadas em Salvador (BA), Caruaru (PE) e Recife (PE), é um serviço vital que atende milhões de brasileiros. A manipulação nos indicadores de qualidade levanta preocupações sérias sobre a confiabilidade e a eficácia do atendimento prestado aos usuários do INSS.

Além de afetar a prestação de serviços, a fraudes levantam questionamentos sobre os procedimentos de licitação e contratação que a empresa deve seguir. Em uma nota oficial, o Ministério da Previdência Social informou que enviou um ofício à Controladoria-Geral da União (CGU) solicitando uma ampla e rigorosa investigação sobre todos os processos envolvendo a Provider, a partir da contratação até a execução do contrato.

O INSS também foi instruído a avaliar se os serviços prestados estão em conformidade com o que foi estabelecido no contrato, assim como relatar as ações que estão sendo tomadas para corrigir eventuais descumprimentos. A expectativa é que essa avaliação traga mais transparência e eficácia ao processo de teleatendimento.

Consequências para os usuários do INSS

A situação gera insegurança para os usuários da Central 135, que dependem do atendimento eficiente e transparente. Com milhões de aposentados e pensionistas contando com os serviços do INSS, a necessidade de um atendimento de qualidade se torna ainda mais evidente. As investigações visam não apenas punir as empresas que atuam de maneira fraudulenta, mas também garantir que os serviços prestados aos cidadãos estejam em conformidade com padrões elevados de qualidade.

O INSS é crucial para a proteção social no Brasil, e escândalos como este podem comprometer a confiança dos cidadãos nas instituições que devem cuidar de seus direitos. A população e os órgãos responsáveis continuarão a acompanhar de perto os desdobramentos dessa investigação, esperando ações efetivas que reforcem a integridade dos serviços públicos. A operação e supervisão adequadas nas contratações são essenciais para garantir a efetividade na prestação de serviços essenciais à população.

Enquanto isso, a Provider Soluções Tecnológicas não respondeu às tentativas de contato feitas pelo Metrópoles. O cenário ainda é incerto, porém, as autoridades estão tomando medidas para assegurar a correção dos problemas identificados e a responsabilização dos envolvidos.

Os próximos capítulos dessa história devem trazer não apenas punições, mas também reflexões sobre a importância da transparência e da responsabilidade nas relações contratuais entre o setor público e privado.

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