O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou, nesta quarta-feira (31/12), um decreto no Diário Oficial da União, fixando a meta de resultado primário para 2026. A previsão é de um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), aproximadamente R$ 34 bilhões.
Meta de superávit e banda de tolerância
Conforme o documento, a meta de superávit terá uma banda de tolerância de 0,25% para cima ou para baixo, o que significa que, se o resultado ficar até R$ 31 bilhões negativo, o governo ainda poderá considerar a meta atendida. Para 2025, a meta era de déficit zero, também com uma banda de tolerância semelhante.
Pontos adicionais do orçamento para 2026
Além da meta fiscal, o decreto traz outros indicadores econômicos previstos para o próximo ano. A projeção do governo é de crescimento do PIB de 2,44%, com a inflação estimada em 3,60% ao longo do ano. A taxa básica de juros, a Selic, deve encerrar 2026 em 13,11%, e o salário mínimo terá valor de R$ 1.621, uma alta de 7,44% em relação a 2025, quando foi de R$ 1.518.
Perspectivas econômicas para 2026
Segundo o documento, o cenário econômico para o próximo ano também considera a continuidade de uma política monetária restritiva, com a expectativa de inflação controlada e crescimento moderado do PIB. Essas projeções estão alinhadas às metas de estabilidade fiscal e controle inflacionário do governo.
O decreto de meta fiscal para 2026 é um passo importante na condução da política econômica do governo Lula, buscando equilíbrio entre austeridade e investimento em áreas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura.
Reações e próximas etapas
Especialistas destacam que a definição dessas metas sinaliza o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal, mesmo diante de um cenário de aumento de despesas e investimentos. Para o acompanhamento do cumprimento das metas, o governo já divulgou que realizará avaliações periódicas ao longo do ano.
Para mais detalhes sobre o orçamento e as metas fiscais para 2026, acesse a fonte oficial.


