Brasil, 18 de dezembro de 2025
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Tesouro aprova crédito para os Correios com redução de R$ 5 bilhões em encargos

O Tesouro Nacional autorizou, nesta quinta-feira (18), o financiamento dos Correios junto a cinco bancos, dentro do limite de juros da União, garantindo uma economia estimada de quase R$ 5 bilhões em encargos financeiros. A decisão ocorreu após a estatal ter seu pedido inicial de empréstimo negado devido às altas taxas de juros propostas.

Negociação para redução de custos dos Correios

Antes da aprovação, os Correios havia solicitado um empréstimo de R$ 20 bilhões, mas teve a solicitação recusada porque as instituições financeiras propuseram uma taxa de 136% do CDI, acima do teto de 120% do CDI permitido pela legislação para operações com garantia da União por até dez anos. Com a Selic em 15% ao ano, a taxa proposta equivaleria a cerca de 20% anuais, enquanto o limite máximo aceitável seria próximo de 18% ao ano.

Após a negativa, a estatal suspendeu as tratativas de financiamento. Agora, os contratos estão na fase de negociações finais, acompanhadas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e pelo Tesouro Nacional. Segundo o governo, a nova proposta reduz significativamente os encargos e o custo total do crédito para os Correios.

Condições e limites para apoio financeiro

O Ministério da Fazenda reforçou que qualquer apoio financeiro ao programa de reestruturação do Correios está condicionado à implementação de um plano de recuperação. Além disso, o valor total do apoio deve ficar abaixo dos R$ 6 bilhões inicialmente cogitados pela estatal.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “qualquer forma de apoio financeiro só ocorrerá após a aprovação de um plano de reestruturação”. A expectativa é que os recursos do Tesouro não ultrapassem esses limites para evitar impactos fiscais.

Reforma e futuro dos Correios

No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo discute medidas para reorganizar os Correios, descartando, até o momento, a possibilidade de privatização. “Enquanto eu for presidente, não tem privatização”, declarou Lula, em entrevista à Agência Brasil.

O presidente explicou que a estratégia envolve parcerias e possíveis mudanças na estrutura da estatal. Lula atribuiu as dificuldades financeiras a problemas de gestão e afirmou que o governo pretende intervir, trocando cargos e ajustando a operação para equilibrar as contas.

“Uma empresa pública não precisa ser a rainha do lucro, mas também não pode ser a rainha do prejuízo. Ela precisa se equilibrar”, comentou Lula. Ele destacou ainda que o governo está disposto a tomar as medidas necessárias para reverter o cenário atual, priorizando a sustentabilidade financeira da estatal.

Mais detalhes sobre a reestruturação e os próximos passos deverão ser definidos em breve, com o objetivo de garantir a continuidade dos serviços postais fundamentais para o país.

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