Brasil, 8 de fevereiro de 2026
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RJ desacelera crescimento populacional, diz IBGE

O crescimento populacional do estado do Rio de Janeiro demonstrou uma clara desaceleração em 2024, conforme aponta a pesquisa de Registro Civil divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Comprovando essa tendência, a pesquisa revelou uma significativa diminuição no número de nascimentos e um aumento nas mortes no estado.

Desaceleração no número de nascimentos

No ano de 2024, foram registrados 163.339 nascidos vivos no estado, o que representa uma redução de 7% em relação ao total de 2023, que contou com 175.637 nascimentos. Essa queda é superior à média nacional, que foi de 5,8%, com cerca de 2,3 milhões de bebês nascendo no Brasil no ano passado. O IBGE destaca que a diminuição da taxa de natalidade é um fenômeno que vem afetando vários estados, mas o Rio de Janeiro apresenta uma das quedas mais acentuadas.

Aumento das mortes e suas causas

Em contrapartida, o número de óbitos no estado aumentou em 1,9% em relação ao ano anterior, alcançando 148,2 mil registros, comparados a 145,3 mil em 2023. Dentre as mortes, cerca de 4,6% foram atribuídas a causas não naturais, englobando homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos e quedas. Observa-se assim, uma combinação preocupante de fatores que indicam uma possível crise de saúde pública e questões de segurança no estado.

Mudanças nas relações familiares

Além da desaceleração no crescimento populacional, a pesquisa também revelou alterações significativas nos relacionamentos conjugais no Rio de Janeiro. O número de casamentos civis registrou uma diminuição de 1% entre 2023 e 2024. Se em 2023 houve 71.650 registros de casamentos, em 2024 esse número caiu para 70.940. Essa tendência se contrapõe ao cenário nacional, onde houve um aumento de 1% nos casamentos.

Divórcios em ascensão

Por outro lado, o número de divórcios no Rio de Janeiro apresentou um crescimento expressivo de 4,9%, saltando de 38.055 para 39.942 registros. No contexto nacional, a situação é oposta, com uma queda de 2,8% nos divórcios. Essa disparidade entre o estado e o restante do Brasil pode indicar um ambiente social e econômico que envolva dificuldades específicas no Rio de Janeiro.

Implications da guarda compartilhada

Um dado inédito revelado pela pesquisa é que, pela primeira vez, a guarda compartilhada superou a guarda exclusiva da mãe nos divórcios judiciais que envolvem filhos. Os registros mostram que 26,45% dos divórcios foram decididos com a guarda compartilhada, enquanto 26,04% se referem à guarda exclusiva da mãe. Em 2023, a guarda com a mãe era de 30,47%, com a guarda compartilhada em 24,62%. Essa mudança pode indicar um movimento mais equilibrado nas decisões referentes à custódia dos filhos, refletindo uma transformação nas relações familiares contemporâneas.

Reflexões sobre a realidade fluminense

Os dados apresentados pelo IBGE nos forçam a refletir sobre a realidade do estado do Rio de Janeiro e suas perspectivas futuras. A desaceleração no crescimento populacional, aliada a uma série de mudanças nas estruturas familiares, apresenta um quadro que pode estar ligado a fatores socioeconômicos complexos. A combinação de menos nascimentos e um aumento nas mortes evoca a necessidade de políticas públicas voltadas para a promoção da saúde, segurança e bem-estar da população fluminense.

Com a evolução dos dados e a criação de novas iniciativas para abordar esses problemas, é crucial que a sociedade civil e as autoridades se unam para enfrentar os desafios e garantir um futuro melhor para o Rio de Janeiro.

Os dados revelados na pesquisa devem servir como base para discussões mais amplas sobre o futuro demográfico do estado, uma vez que os reflexos dessas estatísticas impactam diretamente a vida e o bem-estar da população local.

Para acompanhar mais notícias e análises sobre a situação do Rio de Janeiro, não deixe de acessar o [g1](https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2025/12/10/populacao-fluminense-estimativa-ibge.ghtml).

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