Brasil, 3 de fevereiro de 2026
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Inflação de novembro é impulsionada por despesas pessoais e habitação

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 0,18% em novembro, puxada principalmente pelas despesas pessoais e custos de habitação, conforme divulgado nesta quarta-feira (10/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Movimentos internos do IPCA refletem aumento em despesas pessoais e habitação

O grupo de despesas pessoais foi responsável por 0,08 pontos percentuais do índice mensal, representando quase metade do aumento total de novembro, com uma variação de 0,77%. Dentro dessa categoria, destacou-se a alta de 4,09% na hospedagem, impulsionada pelos preços em Belém, que subiram 178,93% devido à realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), de 10 a 21 de novembro.

O grupo de habitação também elevou o índice em 0,52%, com destaque para a energia elétrica residencial, que aumentou 1,27%. A cobrança contém bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Algumas capitais, como Goiânia e Brasília, tiveram reajustes expressivos, de 19,56% e 11,21%, respectivamente.

Transportes sob impacto de passagens aéreas e combustíveis

O grupo de transportes registrou variação de 0,22%, devido ao aumento de 11,90% nas passagens aéreas, que foi o maior impacto individual no mês, acrescentando 0,07 ponto percentual ao índice de novembro. Por outro lado, houve ligeiro alívio nos preços de combustíveis, com uma alta de 0,32%, influenciada por reduções de 0,51% no gás veicular, 0,42% na gasolina e 0,06% no óleo diesel. O etanol teve alta de 0,39%, uma desaceleração em relação ao mês anterior, quando subiu 0,85%.

Resultado mensal e trajetória anual

Ao todo, os preços de bens e serviços no país subiram 0,18% em novembro, após uma variação de 0,09% em outubro, representando uma aceleração de 0,09 ponto percentual. Para o ano de 2024, a inflação acumulada até novembro é de 4,46%, abaixo do centro da meta de 3%, que prevê uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Variações por grupos de consumo

Os principais grupos de gasto apresentaram as seguintes variações em novembro:

  • Alimentação e bebidas: -0,01%
  • Habitação: 0,52%
  • Artigos de residência: -1,00%
  • Vestuário: 0,49%
  • Transportes: 0,22%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,04%
  • Despesas pessoais: 0,77%
  • Educação: 0,01%
  • Comunicação: -0,20%

Para mais detalhes sobre os fatores que impulsionaram a inflação de novembro, acesse esta reportagem.

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