Brasil, 3 de fevereiro de 2026
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Copom mantém taxa Selic em 15% ao ano na última reunião do ano

Nesta quarta-feira (10), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central realizou sua última reunião do ano, decidindo manter a taxa Selic em 15% ao ano. A decisão foi amplamente esperada pelos analistas de mercado, que acreditam na continuidade do atual nível até o início de 2026.

Manutenção da taxa em 15% ao ano e cenário atual

Atualmente, a Selic está no maior patamar desde julho de 2006, quando atingiu 15,25%. Desde setembro do ano passado, o banco elevou a taxa sete vezes consecutivas, sendo que nas reuniões de julho, de setembro e de novembro ela foi mantida.

A decisão de manter a taxa em 15% foi comunicada na ata da última reunião, em novembro, em que o BC destacou que a Selic permanecerá nesse nível por um período prolongado para assegurar a convergência da inflação à meta estabelecida.

Desafios na condução da política monetária

Segundo a ata do Copom, o cenário atual permanece marcado por elevada incerteza, exigindo cautela nas ações do banco central. Apesar de a economia ter desacelerado, preços como energia continuam pressionando a inflação, fator que demanda atenção na condução da política monetária.

Inflação e projeções para o IPCA

O mais recente Boletim Focus indica que a projeção de inflação para este ano caiu para 4,4%, frente a 4,55% há quatro semanas. A prévia do IPCA-15 de outubro mostrou alta de apenas 0,2%, enquanto o índice oficial de novembro ainda será divulgado nesta quarta-feira, podendo confirmar o retorno ao teto da meta de 4,5%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acumula 4,5% em 12 meses, voltando ao limite superior da meta do governo, que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Taxa Selic e política monetária

A taxa Selic influencia diretamente as operações de títulos públicos do Tesouro Nacional, servindo como principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando elevada, ela encarece o crédito, visa conter a demanda e desacelerar a alta dos preços.

Por outro lado, a redução da Selic costuma estimular o consumo e a produção, contribuindo para uma economia mais aquecida, embora possa dificultar o controle da inflação a curto prazo. O Copom realiza reuniões a cada 45 dias para avaliar o cenário econômico e definir os próximos passos na política de juros.

Meta de inflação e tolerância

Desde janeiro de 2024, o Banco Central utiliza o sistema de meta contínua, com uma meta de inflação de 3% ao ano e intervalo de tolerância de 1,5 ponto, permitindo que a inflação oscile entre 1,5% e 4,5%. Essa abordagem permite acompanhamento mais dinâmico da evolução dos preços ao longo do tempo, considerando a inflação acumulada em 12 meses.

No último Relatório de Política Monetária, divulgado em setembro, o banco manteve a previsão de que o IPCA fechará o ano em 4,8%, mas essa estimativa deve ser revista na próxima atualização programada para o final de dezembro.

De acordo com dados do mercado, a expectativa é de que a Selic permaneça em 15% ao ano até o início de 2026, com divergências sobre o momento de eventual queda dos juros.

Para mais informações, acesse a fonte oficial.

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